Pulitzer premia reportagens que denunciaram Harvey Weinstein
The New York Times e The New Yorker foram os primeiros a denunciar os abusos cometidos pelo poderoso produtor Harvey Weinstein
Internacional|Beatriz Sanz, do R7

O jornal The New York Times e a revista The New Yorker venceram a categoria “prestação de serviço” do Prêmio Pulitzer pelas reportagens publicadas denunciando os escândalos de abusos sexuais em Hollywood no ano passado. O Prêmio Pulitzer é considerado o Oscar do jornalismo.
Os dois veículos de informação foram os primeiros a denunciar, em outubro do ano passado, os abusos cometidos pelo poderoso produtor Harvey Weinstein.
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Ele foi acusado de abusar de mais de 40 atrizes depois que as matérias foram publicadas. Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Ashley Judd e Lupita Nyong’o estão entre as mulheres que contaram posteriormente terem sido vítimas de Weistein.
Movimento #Metoo
Após a publicação dessas reportagens, as mulheres da indústria do entretenimento se reuniram e criaram o movimento #Metoo (Eu também) contra o assédio.
Atrizes, diretoras e roteiristas doaram partes de seus cachês para o movimento que vai prestar ajuda jurídica para mulheres que vivem situações de assédio em seus locais de trabalho.
Rap no Pulitzer
O Pulitzer deste ano também entrará para a história por ser a primeira vez que a premiação da categoria “Música” foi vencida por um artista de rap. Kendrick Lamar e seu álbum Damn foram os contemplados. Lamar também concorreu ao Grammy.
Até então, apenas artistas de música clássica e jazz tinham vencido o prêmio.
Reuters ganha prêmio de fotojornalismo
A Agência Reuters também venceu dois prêmios Pulitzer. Um por um relatório que mostra a relação entre o presidente filipino Rodrigo Duterte e os esquadrões da morte no país e outro por uma galeria de imagens que mostra o deslocamento do povo rohingya.
Em Mianmar, essa minoria mulçumana tem sido expulsa pela população budista que é maioria no país. Eles fogem para Bangladesh, onde encontram apoio como refugiados. Veja as imagens abaixo.
A imagem de uma mãe muçulmana da minoria rohingya segurando seu filho morto após um naufrágio no Golfo de Bengala é um retrato dramático da crise de refugiados que atinge os países de Mianmar e Bangladesh
A imagem de uma mãe muçulmana da minoria rohingya segurando seu filho morto após um naufrágio no Golfo de Bengala é um retrato dramático da crise de refugiados que atinge os países de Mianmar e Bangladesh















