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Putin chama de 'loucos' países que apoiam Guaidó na Venezuela

Líder russo reforçou que papel da comunidade internacional é 'criar condições para o diálogo', enquanto decisões 'devem ser tomadas dentro do país'

Internacional|Da EFE

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Presidente da Rússia, Vladimir Putin
Presidente da Rússia, Vladimir Putin

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, chamou nesta quinta-feira (6) de "loucos" os países que apoiam o líder do parlamento da Venezuela, Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino e é respaldado por mais de 50 países.

"(Guaidó) é uma pessoa agradável. Minha atitude com ele é normal, absolutamente neutra", disse Putin em entrevista com os responsáveis das principais agências de notícias internacionais, entre eles o presidente da Agência Efe, Fernando Garea.

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"Mas, se introduzirmos esta prática, este modo de chegar ao poder - a pessoa para em uma praça, olha para ao céu e diante de Deus se proclama chefe do Estado - isto é normal?", perguntou o governante russo, antes de responder que com esse procedimento haveria "caos no mundo todo".

"Elejamos assim o presidente dos Estados Unidos. Seja onde for. Ou elejamos assim o primeiro-ministro britânico", sugeriu Putin, entre risos. "Ou o presidente da França. O que aconteceria? Eu gostaria perguntar aos que apoiam isto. Vocês ficaram loucos? Entendem no que isto pode levar? Tem que haver certas regras, ou não?", questionou.

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Por isso, considera que "é preciso dar a possibilidade a todas as forças políticas do país".

"Qual deve ser o papel da comunidade internacional? Criar condições para o diálogo, impulsionar o diálogo, facilitar o diálogo. Mas as decisões devem ser tomadas dentro do país", acrescentou.

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Putin reiterou que a crise na Venezuela "deve ser resolvida pelo povo venezuelano" e este também deve "decidir mediante o diálogo, consultas e a interação entre as diversas forças políticas se (o presidente, Nicolás) Maduro deve permanecer no poder ou deixá-lo".

"Pelo que sei, é o que propõe o presidente Maduro", concluiu Putin.

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