Internacional Putin diz que ex-líder chinês Jiang Zemin, que morreu nesta quarta-feira, foi 'amigo sincero' da Rússia

Putin diz que ex-líder chinês Jiang Zemin, que morreu nesta quarta-feira, foi 'amigo sincero' da Rússia

Presidente russo afirmou que político contribuiu com a relação entre os países e que foi 'um estadista notável' e 'maravilhoso'

  • Internacional | Do R7, com AFP

Resumindo a Notícia

  • Kremlin disse que Jiang Zemin 'permanecerá no coração' de Vladimir Putin
  • Zemin comandou a transformação da China do fim dos anos 1980 até o início do século 21
  • A agência de notícias estatal Xinhua anunciou que o líder morreu vítima de leucemia
  • Morte acontece no momento em que a China registra os maiores protestos desde 1989
O presidente russo, Vladimir Putin, e o ex-presidente chinês Jiang Zemin

O presidente russo, Vladimir Putin, e o ex-presidente chinês Jiang Zemin

Mikhail Metzel/AFP - 30.11.2022/Manuel Balce Ceneta/AFP - 02.09.1994

O ex-presidente chinês Jiang Zemin, que morreu nesta quarta-feira (30), aos 96 anos, era um "amigo sincero" da Rússia, que "permanecerá no coração" de Vladimir Putin, disse o Kremlin em comunicado.

"Como um amigo sincero de nosso país, Jiang Zemin deu uma contribuição inestimável para o desenvolvimento das relações russo-chinesas e as trouxe ao nível de uma parceria baseada na confiança e na interação estratégica", disse o presidente russo, que o elogiou, "um estadista notável " e "maravilhoso".

Jiang Zemin comandou a transformação do país do fim dos anos 1980 até o início do século 21. Ele assumiu o poder após a repressão da praça Tiananmen (Paz Celestial) e levou o país de maior população do mundo a emergir como uma potência global.

A agência de notícias estatal Xinhua anunciou que o líder morreu vítima de leucemia e falência múltipla de órgãos em Xangai, às 12h13 desta quarta-feira.

A agência informou que o anúncio foi feito por meio de uma carta das autoridades chinesas direcionada ao Partido Comunista, às forças militares e ao povo chinês.

"Jiang Zemin foi um líder excepcional... um grande marxista, um grande revolucionário proletário, estadista, estrategista militar e diplomata, um combatente comunista de longa data e um líder excepcional da grande causa do socialismo com características chinesas", afirma a carta, citada pela agência oficial.

A morte de Jiang acontece no momento em que a China registra os maiores protestos desde 1989, motivados pelas rígidas políticas de combate à pandemia de Covid-19.

O canal estatal CCTV informou que as bandeiras serão hasteadas a meio mastro nos edifícios públicos do país.

Quando Jiang sucedeu a Deng Xiaoping como líder do partido em 1989, a China estava na primeira etapa de sua modernização econômica. Presidente durante dois mandatos de cinco anos (1993-2003), quando deixou o cargo e foi sucedido por Hu Jintao, a China era membro da Organização Mundial do Comércio (OMC), havia conquistado o direito de organizar os Jogos Olímpicos de 2008 e avançava para assumir o papel de superpotência.

Analistas afirmam que Jiang e seu grupo, conhecido como Shanghai Gang, continuaram a influenciar a política do regime comunista por muito tempo após sua saída do poder, incluindo a eleição de Xi Jinping como presidente, em 2012.

A influência de Jiang Zemin diminuiu, no entanto, à medida que Xi Jinping afirmava sua presença como novo líder do país.

Xi se tornou o líder chinês mais poderoso desde Mao Tsé-tung e, recentemente, conquistou o terceiro mandato como secretário-geral do Partido Comunista.

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