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‘Qualquer tentativa de cessar-fogo parece que fica na corda bamba’, diz analista sobre Rússia x Ucrânia

Kremlin disse que principais questões da Ucrânia serão discutidas em Genebra; Kiev está sob crescente pressão de Washington para chegar a um acordo de paz

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Negociações sobre a Ucrânia ocorrem em Genebra nos dias 17 e 18.
  • Kiev enfrenta pressão dos EUA para um acordo de paz, enquanto Moscou exige a entrega do Donbas.
  • Donald Trump busca mediar o fim do conflito, buscando ganhos para si e para os EUA.
  • A Ucrânia deseja proteção internacional, temendo as consequências de um cessar-fogo.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O Kremlin disse que as principais questões da Ucrânia serão discutidas em Genebra. As negociações devem ocorrer nesta terça (17) e quarta-feira (18), num momento em que Kiev está sob crescente pressão dos Estados Unidos para chegar a um acordo. Já o Kremlin exige que o país ceda a totalidade da região de Donbas.

Moscou confirmou que a delegação russa seria liderada pelo assessor do presidente Vladimir Putin. Segundo ele, a ideia é discutir uma gama mais ampla de questões, incluindo territórios. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que está empenhado em mediar o fim de um conflito.


Vladimir Putin sentado atrás de uma mesa, falando diante de dois microfones, com bandeiras da Rússia ao fundo
Rússia exige que Ucrânia ceda a totalidade da região de Donbas Reprodução/Record News

“A gente sabe que Donald Trump tem uma boa relação com Vladimir Putin, ele [Trump] tenta, de certa forma, trazer algum ganho para ele e também para os Estados Unidos, como uma forma de mostrar que ele seria um bom negociador”, diz Bruno Pasquarelli, doutor em ciência política e professor, em entrevista ao Conexão Record News desta segunda-feira (16).

Segundo Pasquarelli, a Rússia quer que a Ucrânia ceda a região do Donbas para, eventualmente, considerar um acordo de paz. A desmilitarização do território ucraniano, sem tropas europeias ou norte-americanas ocupando a região, também é uma condição exigida por Moscou.


“Ao passo que a Ucrânia deseja algum tipo de proteção por parte de europeus e norte-americanos, por não saber realmente quais seriam as consequências futuras de um cessar-fogo”, completa o analista.

Diante de novas negociações, Pasquarelli não demonstra otimismo de que o fim da guerra possa estar próximo. “O que a gente observa é que realmente qualquer tentativa de um cessar-fogo parece que fica na corda bamba, a gente não sabe os termos realmente que serão assinados, de que maneira serão assinados, se isso será realmente efetivo no sentido de ser cumprido”, pondera.

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