Quem é Ali Khamenei, líder supremo do Irã alvo de ataque dos EUA e Israel
Não há informações se o aiatolá foi ferido durante as ações
Internacional|Do R7
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O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, foi alvo do ataque feito por Estados Unidos e Israel contra o país neste sábado (28). Não há informações se o aiatolá foi ferido durante as ações.
Khamenei tem 86 anos e está à frente do país desde 1989, sendo o Chefe de Estado há mais tempo no poder no Oriente Médio. No século 20, é o segundo líder com mais tempo no comando do Irã, estando apenas do Xá Mohammed Reza Pahlavi.
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Na prática, o líder supremo possui autoridade máxima sobre todos os ramos do governo, forças armadas e judiciário. Isso significa que ele pode decretar leis e tomar decisões finais de governo em vários setores, como economia e política externa. O aiatolá também acumula a posição de líder religioso.
O sistema de governo teocrático do Irã, combinado com uma democracia limitada, garante que ninguém conteste as decisões do líder supremo.
Como Khamenei virou líder supremo do Irã?
Ali Hosseini Khamenei nasceu em 1939 na cidade de Mashhad, no leste do Irã. Ele iniciou sua formação religiosa e política na década de 60, envolvido nos movimentos que questionavam o regime do então xá Mohammad Reza Pahlevi.
O iraniano se tornou uma das principais lideranças do país durante a Guerra Irã-Iraque, nos anos 1980, período em que desenvolveu vínculos com a Guarda Revolucionária, força que passou a controlar e cujos comandantes são nomeados e destituídos por ele.
Entre 1981 e 1989, ocupou a presidência do Irã, o que o aproximou de Ruhollah Khomeini, então líder supremo.
Com a morte de Khomeini, Khamenei foi escolhido, ainda em 1989 pela Assembleia de Peritos, para assumir o cargo. Ele tinha 49 anos.
Desde então, ele tem adotado uma postura linha-dura em relação aos costumes. Em paralelo, se mostra um crítico ao Ocidente, especialmente aos Estados Unidos, que acusa de tentar derrubá-lo.
Protestos contra o líder supremo
Desde que se tornou líder supremo do Irã, Khamenei foi alvo de diversos protestos.
Em 2022, a autoridade do aiatolá foi amplamente questionada após Mahsa Amini, de 22 anos, ser morta enquanto estava sob custódia da polícia dos costumes por não estar usando o véu muçulmano de acordo com as regras do país. Na época, mais de 1.200 manifestantes foram detidos e ao menos 40 pessoas morreram.
Em dezembro do ano passado, novas manifestações eclodiram em meio ao aumento da inflação, a desvalorização da moeda local e à crise econômica agravada por sanções internacionais. Ao menos 6 mil pessoas morreram em meio à forte repressão por parte do governo, que chegou a, inclusive, bloquear a internet em todo o território.
Nos mais recentes, registrados neste mês, manifestantes entraram em confronto durante um protesto em uma universidade. A confusão ocorreu entre apoiadores do governo e estudantes que são contra o regime.
Ataque dos EUA e Israel
Além de Khamenei, o Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas Sayyid Abdolrahim Mousavi e o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, também foram alvos do ataque. O líder do Executivo está em segurança, segundo a agência estatal IRNA.
Segundo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, as ações têm como objetivo “defender o povo americano” diante do que descreveu como ameaças imediatas e contínuas do regime iraniano.
O republicano caracterizou a ofensiva como parte de uma campanha para neutralizar capacidades estratégicas de Teerã, incluindo mísseis e infraestrutura militar, incluindo armas nucleares, e reforçar a segurança dos aliados dos EUA na região.
A ofensiva conjunta teria atingido pelo menos 30 alvos militares estrategicamente importantes, incluindo infraestrutura de mísseis e outras instalações sensíveis.
O Irã, por sua vez, respondeu com mísseis ao ataque, lançando uma onda de mísseis e drones contra Israel e atacando instalações militares americanas no Bahrein, Kuwait e Catar, onde explosões puderam ser ouvidas ao longo da manhã.
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