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Quem é Viktor Orbán, aliado de Trump que tenta reeleição na Hungria

Pleito que será realizado neste domingo (12) já é considerado um dos mais importantes da Europa dos últimos anos

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Viktor Orbán, primeiro-ministro da Hungria, está em uma eleição crucial após 16 anos no poder.
  • Ele enfrenta o ex-aliado Péter Magyar, que lidera o partido Tisza e é visto como um forte concorrente.
  • A eleição ocorre em um contexto de alta inflação e aumento do custo de vida, refletindo desafios econômicos.
  • Orbán conta com o apoio de Donald Trump e continua a manter laços com a Rússia, enquanto a oposição demanda mudanças políticas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Viktor Orbán enfrenta um dos testes políticos mais cruciais em seus 16 anos no poder da Hungria Reprodução/Facebook/Orbán Viktor

A eleição legislativa na Hungria, marcada para este domingo (12), coloca o primeiro-ministro, Viktor Orbán, no centro de um dos testes políticos mais cruciais em seus 16 anos no poder. Em meio a uma disputa pela reeleição apertada e ao avanço da oposição liderada por Péter Magyar, o pleito também é visto como um dos mais importantes da Europa dos últimos anos.

O premiê será definido após a escolha dos 199 deputados da Assembleia Nacional pelos eleitores. A votação ocorre em um contexto de pressão econômica no país, marcado por inflação elevada e aumento do custo de vida, fatores que têm influenciado o cenário político.


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Quem é Viktor Orbán

Viktor Orbán, de 62 anos, é apontado como uma das figuras mais influentes do Leste Europeu. No poder desde 2010 — e com passagem anterior entre 1998 e 2002 —, ele consolidou um governo marcado por forte centralização política e uma agenda nacionalista e conservadora.

Líder do partido de direita Fidesz, Orbán construiu sua trajetória política com base na defesa da soberania nacional, no controle rigoroso da imigração e em críticas frequentes à União Europeia.


Sob sua liderança, a Hungria passou por mudanças constitucionais e reformas institucionais que foram alvo de questionamentos por parte de organismos internacionais e de governos ocidentais, especialmente em relação ao equilíbrio entre poderes e à liberdade de imprensa.

No cenário internacional, Orbán mantém uma postura, por vezes, divergente de seus parceiros europeus. Ele se coloca como um aliado importante da Rússia mesmo após o início da guerra na Ucrânia, além de adotar posições mais cautelosas em relação ao envio de ajuda militar a Kiev.


Ao mesmo tempo, o premiê húngaro ganhou projeção internacional entre lideranças da direita, sendo frequentemente citado por aliados como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A sintonia entre os líderes vêm sendo reforçada nos últimos meses. Em novembro do ano passado, ambos se encontraram na Casa Branca.

Na quarta-feira (8), em uma publicação na Truth Social, o presidente americano recomendou voto no premiê. Segundo ele, Orbán “luta incansavelmente por seu país e seu povo”. Integrantes do governo também demonstraram alinhamento: o secretário de Estado Marco Rubio esteve em Budapeste em fevereiro. Na ocasião, ele chegou a afirmar que a relação entre os dois países estavam entrando em uma “era de ouro.”


Já o vice-presidente, J.D Vance desembarcou no país na última terça-feira (7), participando de um comício ao lado de Orbán. O republicano ainda criticou o que chamou de “interferência” da União Europeia na eleição, enquanto a Comissão Europeia respondeu que a decisão cabe aos eleitores húngaros.

Cenário desfavorável

Pela primeira vez em 16 anos, Viktor Orbán enfrenta um concorrente com grande potencial de derrotá-lo: Péter Magyar, seu ex-aliado.

Líder do partido Tisza, sigla que aparece como favorita nas pesquisas de intenção de voto, Magyar tem 45 anos e é um dos principais nomes da oposição húngara. Pró-União Europeia, Magyar defende uma guinada política e mudanças no sistema político implementado por Orbán.

Em cerca de um ano, sua popularidade cresceu de forma expressiva — especialmente entre eleitores conservadores e de áreas rurais — mesmo em meio a polêmicas, como as acusações de violência doméstica feitas por Judit Varga, sua ex-mulher e ex-ministra da Justiça.

Segundo uma pesquisa da Idea Institute, divulgada pela agência Reuters na quinta-feira (9), o Tisza aparecia com 39% das intenções de votos entre os eleitores, contra 30% do Fidesz. A diferença é de aproximadamente 9 pontos percentuais.

Cerca de 21% dos entrevistados disseram que ainda não haviam decidido em quem votar. Ao todo, 1.500 pessoas foram consultadas pelo levantamento.

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