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Quem são os irmãos presos por darem tiros para o alto e comemorarem prisão de Maduro

Prisões ocorreram em meio ao estado de exceção em vigor na Venezuela

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Dois irmãos agricultores com mais de 60 anos foram presos na Venezuela após comemorarem a captura de Nicolás Maduro.
  • As detenções ocorreram em meio ao estado de exceção que proíbe apoio público à operação americana que levou Maduro aos EUA.
  • Os irmãos estavam alcoolizados e dispararam armas para o alto, fazendo piadas para vizinhos simpatizantes do governo.
  • A Venezuela registra atualmente 806 presos políticos, incluindo 175 militares, em um clima de temor após protestos de 2024.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Irmãos foram detidos no último dia 5 de janeiro e seguem aguardando apresentação à Justiça Reprodução/X

Dois irmãos agricultores com mais de 60 anos foram presos na Venezuela após dispararem tiros para o alto e comemorarem a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos. As detenções ocorreram poucos dias após a operação americana que levou o ex-presidente venezuelano e sua mulher para os EUA, onde respondem a acusações criminais.

Segundo a ONG Foro Penal, responsável por divulgar o caso nesta quarta-feira (7), os irmãos foram detidos no último dia 5 de janeiro e seguem aguardando apresentação à Justiça. Eles vivem em uma área rural e levam uma vida simples, de acordo com a entidade.


O advogado Gonzalo Himiob, diretor da ONG, afirmou que os dois estavam alcoolizados no momento da comemoração. “Estavam em estado de embriaguez e foram para a frente de sua casa comemorar que haviam capturado o senhor Maduro”, disse.

Ainda segundo Himiob, os irmãos utilizaram armas comuns em propriedades rurais para efetuar os disparos para o alto. Durante a comemoração, eles também fizeram piadas direcionadas a vizinhos identificados como simpatizantes do governo, o que levou à denúncia do episódio às autoridades.


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As prisões ocorreram em meio ao estado de exceção em vigor na Venezuela, que prevê punições para quem demonstrar apoio público à operação militar conduzida pelos Estados Unidos. Este é o primeiro registro oficial de detenções com esse tipo de acusação desde que Delcy Rodríguez assumiu a presidência de forma interina, sob pressão do presidente americano Donald Trump.

Até o momento, não há registros de grandes manifestações públicas ou declarações abertas de apoio à ação americana no país. O clima é de temor desde os protestos contra a reeleição de Maduro, em 2024, que terminaram com repressão e mais de duas mil prisões em apenas 48 horas.


De acordo com a Foro Penal, a Venezuela soma atualmente 806 presos por motivos políticos. Entre eles, estão 175 militares detidos pelas forças de segurança do país.

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