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Rebeldes sírios dizem não contar mais com promessa dos EUA de enviar armas

Internacional|Do R7

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Por Oliver Holmes

BEIRUTE, 9 Jul (Reuters) - Membros da oposição síria disseram nesta terça-feira ter perdido a esperança de que os Estados Unidos cumpram a promessa de ajuda militar aos grupos rebeldes, num momento em que aviões de guerra e artilharia das forças do governo arrasavam a cidade de Homs, no centro da Síria.

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Comitês do Congresso dos EUA estão retendo o plano de envio de armamento aos rebeldes por temor de que esse apoio não seja decisivo e de que as armas possam acabar indo parar nas mãos de militantes islamistas, disseram fontes da segurança nacional norte-americana.

Tanto os democratas como os republicanos dos comitês receiam que o armamento possa ir para facções como a Frente Nusra, que é um dos grupos rebeldes mais eficazes, mas também tem sido classificado pelos EUA como fachada do grupo Al Qaeda no Iraque.

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"Os EUA não vão entregar as armas", disse o combatente rebelde Mohammed Fizo. "Eles vêm com desculpas por não estarem apoiando a revolução síria: por não estar unificada ou por haver terroristas. Mas o importante é que eles não estão nos ajudando."

O nutricionista Yasser, de 42 anos, membro da oposição e residente em Damasco, diz que a indecisão do governo norte-americano mostra que o verdadeiro objetivo dos Estados Unidos é manter tanto o presidente sírio, Bashar Al-Assad, como os rebeldes islamistas ocupados dentro da Síria.

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"É benéfico para os EUA que ambos os lados aqui na Síria permaneçam em uma guerra lenta de atritos", declarou. "Ambos os lados estão preocupados um com o outro, e assim não podem semear o caos em outro lugar."

Para Yasser, os Estados Unidos temem especialmente a perspectiva de uma vitória total dos rebeldes, o que poderia permitir que membros da Frente Nusra, um grupo islamista linha-dura, ataquem Israel, país vizinho, assim que Assad for derrubado.

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Omar al-Hariri, um ativista da cidade de Deraa, onde o levante começou durante a Primavera Árabe, dois anos atrás, vê o novo adiamento como algo equivalente a um apoio a Assad, cuja família tem mantido a fronteira sírio-israelense relativamente tranquila há décadas.

"Israel está muito preocupado sobre quem substituirá Assad e se vai ser alguém amigável para os interesses de Israel... Tenho certeza que você está plenamente ciente de como Israel é capaz de pressionar os EUA para sustentar Assad."

Os rebeldes vêm implorando a seus defensores na comunidade internacional para que lhes forneçam armas para lutarem contra as forças de Assad. Eles dizem ter recebido remessas de países do Golfo e de doadores individuais, mas não o suficiente para enfrentar o Exército e os combatentes do poderoso movimento militante libanês Hezbollah, que dá apoio às forças de Assad.

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