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Refugiados desafiam estereótipo e encontram bons empregos na Suécia

Internacional|Do R7

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Por Daniel Dickson e Niklas Pollard

ESTOCOLMO (Reuters) - Ao contrário da imagem de postulantes a asilo desempregados e desesperados por ajuda do governo, muitos refugiados, especialmente sírios com boa formação, estão enfrentando a discriminação e as rígidas leis trabalhistas locais e encontrando bons empregos na Suécia.

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Um deles é o jovem Abdo Abou Shanab, de 27 anos, que trabalhou como avaliador de risco e depois como controlador financeiro no Banque Bemo Saudi Fransi da Síria antes de fugir da guerra civil, chegando à Suécia em 2013.

Depois de se candidatar a 800 vagas, encontrar dois mentores, inaugurar um grupo na rede social LinkedIn com colegas estudantes e até cogitar mudar de nome para que os recrutadores lessem seu currículo, ele conseguiu um trabalho como controlador financeiro na multinacional francesa Sodexo em Estocolmo.

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“Tentamos todas as vias possíveis para encontrar um emprego”, disse. “Não quero ficar aqui à toa. Quero um emprego. Quero ser parte da sociedade”.

Os imigrantes lutam contra a discriminação, a falta de contatos e a barreira linguística quando buscam sua primeira colocação profissional na Suécia.

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O caminho que levou Abou Shanab ao seu emprego foi um estágio através da Short Route, um programa de âmbito nacional para ajudar a encontrar vagas para acadêmicos imigrantes custeada pela Secretaria do Trabalho e operada na capital pela Universidade de Estocolmo.

Lovisa Faltskog Johansson, líder de projetos da Short Route, afirmou que a velocidade é essencial. Quanto mais tempo os recém-chegados passam sem trabalho, mais difícil fica ajudá-los.

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“Geralmente dizemos ‘por que vocês não nos deixam receber as pessoas no aeroporto de Arlanda (de Estocolmo) e perguntar a elas o que elas sabem fazer?’”, disse. “Temos muitas empresas internacionais aqui que nem usam o sueco como língua no ambiente de trabalho”.

A Suécia acolheu mais postulantes a asilo per capita do que qualquer país europeu no ano passado, e espera receber até 90 mil refugiados este ano.

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