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Reino Unido está a ‘semanas’ de escassez de medicamentos devido à guerra no Irã; entenda

Farmacêuticos e hospitais estão fazendo estoques de remédios, enquanto a situação no Oriente Médio se agrava

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Reino Unido pode enfrentar falta de medicamentos nas próximas semanas devido à guerra no Irã.
  • Conflito prejudica a distribuição de insumos essenciais para a fabricação de medicamentos.
  • O NHS depende de importações significativas de medicamentos e matérias-primas.
  • Atualmente, o fornecimento está perturbado, mas distribuidores mantêm estoques para seis a oito semanas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

NHS (Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido) importa uma quantia relevante de remédios Pexels

O Reino Unido pode enfrentar falta de medicamentos nas próximas semanas devido à guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã. Segundo especialistas ouvidos pelo jornal The Guardian, o conflito no Oriente Médio está prejudicando a distribuição de remédios para a Europa.

Além disso, a guerra impacta no transporte de insumos essenciais usados na fabricação local de medicamentos, como petróleo, gás, fertilizantes agrícolas e hélio.


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Um dos principais pontos de tensão é o Estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do comércio internacional. Com restrições na região, o envio de cargas ficou mais difícil e demorado. Vias aéreas importantes também tiveram operações reduzidas.

O cenário preocupa países de todo o mundo. No caso do Reino Unido, o alerta surge porque o NHS (Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido) produz apenas uma parte do que consome, importando uma quantia relevante de remédios e matérias-primas.


“É a tempestade perfeita. Temos o conflito no Golfo que causou o fechamento do Estreito de Ormuz, e a Índia é conhecida como a farmácia do mundo. Eles produzem muitos medicamentos genéricos e IFA [ingredientes farmacêuticos ativos]. Com a situação geopolítica, está cada vez mais difícil exportá-los”, disse David Weeks, diretor de gestão de riscos da Moody’s, em entrevista ao jornal.

Apesar do alerta, analistas informam que, por enquanto, a situação segue sob controle. Isso porque os distribuidores de medicamentos costumam manter estoque de seis a oito semanas. Já os hospitais, guardam reservas para oito semanas.


Para Wouter Dewulf, especialista em logística farmacêutica, o fornecimento de medicamentos não está interrompido, mas sim perturbado. Ele analisou que, caso o conflito no Oriente Médio continue escalando, a solução será aumentar os preços dos remédios no Reino Unido. “Tudo depende de quanto tempo a guerra durar”, afirmou.

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