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Renan diz que ataque a ônibus de senadores brasileiros na Venezuela é "medieval" e cobra governo

Internacional|Do R7

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(Reuters) - O presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), classificou de "medieval" o tratamento recebido nesta quinta-feira pela comitiva de senadores brasileiros que viajou a Caracas e cobrou do governo da presidente Dilma Rousseff uma reação "altiva" ao episódio.

"Há relatos de cerco à delegação brasileira (que viajou à Venezuela), hostilidades, intimidações, ofensas e apedrejamento do veículo onde estão os senadores brasileiros", disse Renan em nota divulgada pela Presidência do Senado.

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"O presidente do Congresso Nacional repudia e abomina os acontecimentos narrados e vai cobrar uma reação altiva do governo brasileiro quanto aos gestos de intolerância narrados. As democracias verdadeiras não admitem conviver com manifestações incivilizadas e medievais. Eles precisam ser combatidos energicamente para que não se reproduzam."

O grupo de senadores, entre eles algumas das principais vozes de oposição a Dilma como Aécio Neves (PSDB-MG), Aloysio Nunes (PSDB-SP), José Agripino (DEM-RN) e Ronaldo Caiado (DEM-GO), foi à Venezuela para se encontrar com mulheres de oposicionistas ao governo do presidente Nicolás Maduro que estão presos e para se reunir com algumas dessas lideranças, como Leopoldo López.

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Segundo relatos dos parlamentares brasileiros divulgados em suas contas no Twitter, as vias de acesso que levam do aeroporto de Caracas ao presídio onde López está detido estão interditadas e o ônibus que levava a comitiva chegou a ser atacado por manifestantes pró-Maduro.

O episódio também teve reflexo nos trabalhos na Câmara dos Deputados nesta quinta. A sessão em que os parlamentares podem votar o projeto de lei que reduz a política de desoneração da folha de pagamento, parte do ajuste fiscal do governo Dilma, chegou a ser suspensa e tem sido tumultuada em meio às críticas de membros da oposição ao ocorido em Caracas.

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O líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), anunciou em plenário que Dilma havia acionado o governo da Venezuela.

Depois, questionado pela Reuters, detalhou, dizendo que esse contato seria feito via Itamaraty, mas em nome da presidente.

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A Câmara decidiu votar moção de repúdio ao tratamento dispensado aos parlamentares brasileiros.

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(Por Eduardo Simões, em São Paulo, com reportagem de Andrew Cawthorne, em Caracas, e Maria Carolina Marcello, em Brasília)

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