Republicanos fora do 'top-10' fazem morno primeiro debate eleitoral nos EUA
Internacional|Do R7
Washington, 6 ago (EFE).- Os sete candidatos menos populares nas pesquisas para as eleições primárias do Partido Republicano à presidência dos Estados Unidos fizeram nesta quinta-feira um primeiro debate morno, sem grandes momentos, e marcado pela necessidade dos postulantes de se apresentarem ao público. O fraco debate e a desoladora imagem das arquibancadas quase vazias contribuíram para prejudicar ainda mais a "prévia" do debate principal. Os candidatos se alongaram demais em tentar aparecer nos 90 minutos em rede nacional, vitais para as pretensões futuras da campanha. A emissora conservadora "FoxNews", que transmitiu o evento em Cleveland (Ohio), foi obrigada a dividir os 17 candidatos às primárias republicanas em dois grupos. Para isso, usou uma média das últimas cinco pesquisas divulgadas no país. Os melhores colocados ficaram no debate que será exibido em horário nobre. A divisão necessária gerou várias brincadeiras sobre o primeiro debate, batizado popularmente como "a mesa das crianças", "o debate da Happy Hour" ou até mesmo "prêmio de consolação". Só o ex-governador do Texas Rick Perry e a ex-conselheira-chefe da Hewlett Packard Carly Fiorina conseguiram esclarecer algumas de suas propostas ao público, enquanto os demais não saíram de um discreto segundo plano. Com exceção de Perry e Rick Santorum, ex-senador pela Pensilvânia, que já tentaram a indicação republicana, os outros cinco candidatos usaram a oportunidade para tentar ficar mais conhecidos no cenário político nacional, fato que marcou a dinâmica do debate. Era o caso da própria Fiorina, do governador da Louisiana, Bobby Jindal, dos ex-governadores de Nova York, George Pataki, e da Virgínia, Jim Gilmore, respectivamente, e do atual senador pela Carolina do Sul Lindsey Graham. Diferentemente do que deve ocorrer no evento principal, os candidatos não destinaram suas aparições para fazer críticas ao polêmico magnata e líder nas pesquisas republicanas, Donald Trump, ou à grande favorita democrata, Hillary Clinton. No entanto, seguiram à risca outra parte da receita do partido: criticar Barack Obama. Todos garantiram que a primeira decisão que tomariam quando assumissem a Casa Branca seria revogar todas as principais medidas implantadas pelo atual presidente. Entre elas, a regularização de 5 milhões de imigrantes ilegais, que entrou em vigor em novembro do ano passado e está parada na Justiça após ações de vários estados. Outro tema questionado de forma unânime foi o acordo nuclear contra o Irã. Nas redes sociais, muitos comentavam a frieza do debate. E diziam sentir saudades do imprevisível e desbocado Trump, que deve ser a estrela - e o alvo - do evento principal da noite de hoje. EFE cg/lvl











