Uma rede tailandesa de restaurantes anunciou que irá pagar a conta dos clientes que precisaram sair às pressas de uma de suas unidades, na cidade de Bangkok, na última sexta-feira (28), durante o terremoto de magnitude 7,7 que atingiu Mianmar, Tailândia e China.“Devido ao recente terremoto, o restaurante gostaria de agradecer a todos os clientes que entraram em contato para pagar suas refeições. O estabelecimento irá cobrir o custo dessas refeições para vocês”, publicou a página oficial do restaurante em uma rede social.“Pedimos a todos os nossos clientes que não se preocupem e que cuidem da segurança de si mesmos e de suas famílias. O estabelecimento continuará sendo uma fonte de apoio para vocês e esperamos poder recebê-los novamente em suas próximas refeições”, finalizou o restaurante.Mais de 1.600 pessoas morreram e cerca de 3.400 ficaram feridas no terremoto de magnitude 7,7 na escala Richter, que atingiu Mianmar e Tailândia.A estimativa é que o número de vítimas aumente, já que centenas de pessoas seguem presas sob os escombros. As cidades mais afetadas pela tragédia foram Naipidau e Mandalay, em Mianmar. As equipes de resgate seguem trabalhando nos dois países.Na Tailândia foram confirmados o total de 17 mortos. O terremoto foi sentido em grande parte do país, derrubando um prédio em construção em Bangkok, a cerca de 1.300 quilômetros do epicentro. Até o momento, 10 corpos foram recuperados dos escombros do canteiro de obras próximo ao popular mercado de Chatuchak, onde 83 pessoas ainda estão desaparecidas.No entanto, a situação no vizinho Mianmar segue caótica. Após o terremoto, outras questões surgiram nas regiões afetadas, como, por exemplo, a liquefação do solo e o mau cheiro causado pelos corpos que começaram a entrar em estado de decomposição.Com muitas áreas ainda inacessíveis, Mianmar registra 3.408 pessoas desaparecidas, e diversas regiões seguem sem acesso para as equipes de resgate atenderem as vítimas.Segundo Cara Bragg, gerente de uma agência humanitária internacional em Mianmar, os esforços de resgate têm sido realizados principalmente por moradores locais, que tentam encontrar seus parentes sob os escombros sem o auxílio de equipamentos pesados. Muitos utilizam apenas as mãos e pás para remover os destroços, enfrentando calor extremo e a escassez de recursos básicos.“São principalmente voluntários e moradores que estão tentando encontrar seus familiares”, disse Bragg, após receber informações de um colega em Mandalay. “Alguns países já começaram a enviar equipes de busca e resgate para ajudar, mas os hospitais estão sobrecarregados, há escassez de suprimentos médicos e as pessoas estão lutando para encontrar comida e água potável”, disse a gerente.Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp