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Robô dá chute ‘de caratê’ em operador durante demonstração; veja

Vídeo mostra falha em treinamento de humanoide da Unitree com traje de captura replicando cada movimento humanoide

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Durante uma demonstração do robô G1 da Unitree, um operador foi acertado por um chuteo.
  • O incidente ocorreu devido a um erro na execução do movimento, que era replicado pelo robô.
  • A cena viralizou nas redes sociais, destacando os riscos da teleoperação e a importância da atenção espacial.
  • O robô G1 é voltado para pesquisa e desenvolvimento, mas a utilidade de demonstrações de combate foi questionada pelo público.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Robô humanoide acerta chute na coxa de operador Reprodução de vídeo/X/CyberRobo

O que deveria ser apenas mais uma sessão de testes com um robô acabou se transformando em um fenômeno nas redes sociais.

Durante uma demonstração pública do humanoide G1, da fabricante chinesa Unitree, um operador usando um traje de captura de movimento tentou executar um chute inspirado em artes marciais e acabou acertando a si mesmo.


No vídeo compartilhado on-line, o engenheiro aparece de frente para o robô, vestindo o equipamento que permite que cada gesto seja espelhado em tempo real. Ao levantar a perna para simular um golpe na altura da cintura do humanoide, ele esquece um detalhe crucial: ambos estão virados para a mesma direção.


O resultado foi imediato. O robô ergueu a perna ao mesmo tempo, mas o movimento do operador saiu do controle. A perna subiu demais e o chute terminou atingindo seu próprio corpo, provocando dor intensa. O homem caiu no chão, enquanto o robô, fiel ao espelhamento, também se inclinou, repetindo a postura.


Colegas que acompanhavam o teste caíram na risada, e a cena rapidamente se espalhou pelas plataformas digitais. O episódio virou exemplo curioso — e doloroso — dos riscos da teleoperação, quando o humano precisa estar muito atento à orientação espacial ao lado da máquina.

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Segundo publicações especializadas, o método de treinamento é comum. O traje de motion capture permite que o robô aprenda equilíbrio, coordenação e até movimentos complexos, como posturas de combate ou manobras de recuperação. Mas o incidente mostrou que um pequeno erro pode ter consequências imediatas.


O caso ganhou ainda mais repercussão porque a Unitree vem divulgando vídeos que destacam a agilidade do G1. Em outubro, a empresa publicou um clipe em que o humanoide executa sequências de movimentos inspirados em kung fu, com chutes altos, giros, socos e até acrobacias, sempre com pousos estáveis.

As imagens impressionaram parte do público, mas também reacenderam o debate sobre a utilidade prática de robôs executando movimentos de combate. Nas redes, alguns internautas questionaram a repetição desse tipo de demonstração e cobraram exemplos ligados a tarefas do cotidiano.

A companhia afirma que o G1 é voltado principalmente a pesquisa, universidades e laboratórios, servindo como plataforma de desenvolvimento em robótica e inteligência artificial. O modelo também conta com versões adicionais para coleta de dados e aplicações industriais e de serviços.

Além da teleoperação, os dados gerados nesses treinos alimentam algoritmos de aprendizado por imitação e reforço, que ajudam o robô a realizar movimentos de forma cada vez mais autônoma e precisa.

No fim, o operador saiu com uma lição clara e vários espectadores com boas risadas. Em um cenário em que máquinas e humanos dividem o mesmo espaço, até um simples treino pode se tornar viral quando algo sai do script.

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