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Rússia afirma não haver risco de epidemia em meio à pressão da OMS por transparência sobre morte em laboratório de peste

Órgão de saúde russo nega relatos de um segundo caso de doença ligado à funcionária falecida e encerra medidas protetivas

Internacional|Anna Chernova, Zahra Ullah, Billy Stockwell e Brenda Goodman, da CNN Internacional

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Órgão de vigilância sanitária da Rússia afirma que não há risco de epidemia após a morte de funcionária em laboratório na Sibéria.
  • OMS pede mais transparência da Rússia sobre o incidente, destacando a importância do compartilhamento de informações para avaliação de riscos à saúde pública.
  • Autoridades russas negam relatos de um segundo caso de doença relacionado ao incidente, enquanto medidas preventivas foram encerradas na região.
  • Estados Unidos pressionam por mais informações, mas acreditam que a situação está sob controle, sem evidências de arma biológica.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Autoridades de saúde globais continuam cautelosas e pedem mais esclarecimentos ao governo russo Igor Ivanko/AFP/Getty Images via CNN Newsource

O órgão de vigilância sanitária da Rússia afirmou na quarta-feira (7) que não há risco de epidemia após a morte de uma funcionária de laboratório em um instituto de pesquisa antipeste na Sibéria, mesmo enquanto a OMS (Organização Mundial da Saúde) fez um apelo por mais informações sobre o preocupante episódio.

Em um comunicado na quarta-feira (8), o Rospotrebnadzor informou que está encerrando uma série de medidas preventivas na região de Irkutsk, na Rússia, onde o laboratório está localizado.

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O monitoramento médico foi concluído para “mais de 90%” dos contatos da funcionária falecida, e nenhum patógeno perigoso foi encontrado, acrescentou o órgão.

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A morte da técnica de laboratório, que trabalhava no Instituto de Pesquisa Antipeste de Irkutsk, da Sibéria, no sudeste da Rússia, gerou preocupação internacional e especulações nos últimos dias sobre a causa de sua doença.

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As autoridades russas procuraram aliviar essas preocupações na quarta-feira, com o órgão fiscalizador do país afirmando: “A partir de 7 de outubro de 2026, o monitoramento médico foi concluído para mais de 90% dos contatos.

Nenhum problema de saúde relacionado a doenças infecciosas foi detectado, e os resultados de quase 5.000 testes laboratoriais não revelaram microrganismos patogênicos perigosos”.

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O Rospotrebnadzor, agência russa que lida com doenças infecciosas, também negou relatos de um segundo caso de doença ligado à funcionária falecida, após especulações em um pequeno número de veículos de comunicação ocidentais.

As autoridades locais haviam introduzido anteriormente medidas de controle de doenças em hospitais locais de Irkutsk, uma iniciativa que alimentou questionamentos entre alguns moradores sobre se as autoridades estavam sendo transparentes.

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Especialistas globais em saúde pedem maior transparência

Mas, apesar da declaração positiva das autoridades russas, especialistas globais em saúde continuam pedindo cautela e solicitando mais transparência de Moscou.

O chefe da OMS, Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus disse na quarta-feira que uma “avaliação completa de risco” não foi possível após a morte da trabalhadora russa, acrescentando que “o compartilhamento oportuno, completo e transparente de informações sob os regulamentos internacionais é essencial para esclarecer relatos conflitantes e permitir uma avaliação precisa dos potenciais riscos à saúde pública”.

Os especialistas da OMS também atualizaram sua avaliação inicial de que a morte da funcionária do laboratório representava um risco “baixo” para a saúde pública, afirmando que, pelo fato de ela poder não ter morrido de peste pneumônica — uma infecção bacteriana que pode ser transmitida de pessoa para pessoa, mas não se espalha facilmente —, o risco decorrente do evento agora é indeterminado.

Enquanto isso, a Dra. Maria Van Kerkhove, diretora do departamento de gestão de epidemias e pandemias da OMS, disse que a organização entrou em contato com colegas no Ministério da Saúde da Rússia e espera “mais respostas”.

“Portanto, nós entramos em contato com eles para fazer perguntas muito detalhadas sobre quais testes foram realizados, os resultados desses testes de laboratório”, disse ela.

“Quais análises adicionais estão sendo feitas se a causa ainda não é conhecida, quais contatos foram colocados em quarentena ou sob acompanhamento”.

“O que nos foi dito é que eles não tinham nenhum caso de peste registrado nessa área e que nenhum patógeno de alta ameaça foi detectado”, disse Van Kerkhove.

“Portanto, claramente, gostaríamos de mais informações para entender quais testes de laboratório foram conduzidos, quais patógenos foram avaliados e, se esse indivíduo não morreu de peste, então de que morreu?”.

O Kremlin descartou as preocupações e afirmou que manteve a OMS informada “de acordo com a prática estabelecida”.

Sob seu Regulamento Sanitário Internacional, concebido para prevenir a propagação transfronteiriça de doenças, os Estados-membros da OMS são obrigados a notificá-la sobre “eventos que possam constituir uma emergência de saúde pública de importância internacional”.

Na quinta-feira (8), o Rospotrebnadzor afirmou que os relatos de um segundo caso de doença ligado à trabalhadora do laboratório são “incorretos”, depois que a OMS pediu esclarecimentos anteriormente sobre as reportagens da imprensa.

“Em resposta às informações falsas que circulam nas redes sociais sobre um segundo caso de doença envolvendo uma pessoa que teve contato com uma funcionária do Instituto Antipeste de Irkutsk, que foi previamente diagnosticada com pneumonia adquirida na comunidade, o Rospotrebnadzor declara que essa informação é incorreta”, afirmou o órgão em um comunicado à TASS (Agência de Notícias da Rússia), agência estatal de notícias russa.

Tedros disse na terça-feira (6) que a OMS estava buscando esclarecimentos sobre “relatos da imprensa de um segundo funcionário com pneumonia de causa indeterminada”, sem especificar a quais reportagens estava se referindo.

EUA pressionam por mais informações

O governo Trump também está enfrentando dificuldades para obter respostas claras de Moscou sobre o incidente, embora Trump tenha dito na quarta-feira que os EUA não acreditam que Shipilova tenha morrido por exposição a uma arma biológica, acrescentando que o Kremlin desde então insiste que a situação em um instituto antipeste está “sob controle”.

“Não achamos que seja isso”, disse Trump. “Vamos descobrir em breve, mas não achamos que seja isso”.

Os EUA intensificaram o pedido de informações, emitindo uma comunicação diplomática formal, chamada de démarche, disse uma fonte familiarizada com o assunto à CNN Internacional no final da terça-feira.

“Solicitamos oficialmente informações adicionais ao governo russo”, disse um porta-voz do Departamento de Estado. “Também estamos em comunicação oficial com outros países ao redor do mundo para compartilhar informações”.

“Cabe à Rússia, obviamente, compartilhar mais informações com o mundo”, disse o secretário de Estado Marco Rubio na terça-feira. “Talvez seja algo maior do que pensávamos. Não sabemos, mas acho que seria imprudente neste momento, dadas as informações limitadas que ainda temos, especular”.

Ainda assim, Trump disse que a Rússia é “muito sofisticada, muito inteligente, e eles estão dizendo que está muito sob controle”, embora tenha admitido que as autoridades russas não divulgaram muito até agora.

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