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Rússia detém quase 400 pessoas em protesto a favor de jornalista

Importantes jornalistas e ativistas russos estavam entre muitos dos manifestantes e detidos em manifestação contra a prisão de Ivan Golunov

Internacional|Do R7

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Mais de mil pessoas participaram da manifestação
Mais de mil pessoas participaram da manifestação

A polícia russa deteve mais de 400 pessoas nesta quarta-feira (12), incluindo o político de oposição Alexei Navalny, em um protesto em Moscou que pedia punição para os policiais envolvidos em uma suposta incriminação de um jornalista.

A polícia retirou abruptamente acusações relacionadas a drogas feitas na terça-feira contra o jornalista Ivan Golunov, em um raro recuo das autoridades diante da indignação dos apoiadores do repórter, que alegaram que ele foi incriminado devido às suas reportagens.

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Golunov, jornalista de 36 anos conhecido por expor a corrupção entre autoridades municipais de Moscou, foi detido pela polícia na quinta-feira e acusado de traficar drogas, uma alegação que negou com veemência.

Mas a maneira enfática como os apoiadores de Golunov disseram que ele foi incriminado e detido desencadeou uma demonstração de união midiática incomum e uma reação atipicamente rápida de autoridades receosas de agitações sociais, em um momento no qual o presidente Vladimir Putin já enfrenta inquietações devido à queda do padrão de vida da população.

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As autoridades esperavam que libertar Golunov e assegurar punições para aqueles que supostamente incriminaram o jornalista acalmaria os apoiadores do jornalistas, mas seus colegas decidiram prosseguir com um protesto convocado para esta quarta-feira, feriado nacional na Rússia.

As autoridades alertaram de antemão que a manifestação seria ilegal e poderia colocar a segurança pública em risco.

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De acordo com as leis do país, a data e o horário de protestos que envolvam mais de uma pessoa precisam ser acordados previamente com autoridades. Os organizadores do evento desta quarta-feira propuseram que Moscou negociasse esses termos com eles durante uma transmissão ao vivo, o que foi recusado pelas autoridades.

Testemunhas da Reuters disseram que mais de 1 mil pessoas se deslocaram até a região central de Moscou, entoando gritos como "A Rússia será livre", "Rússia sem Putin" e "Abaixo o czar" à medida que a polícia alertava que não infringissem a lei e bloqueava algumas ruas.

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Alguns dos manifestantes usavam camisetas brancas dizendo "Eu sou/Nós somos Ivan Golunov", a mesma manchete de primeira página veiculada pelos três principais jornais diários da Rússia na segunda-feira.

Importantes jornalistas e ativistas russos estavam entre muitos dos manifestantes e detidos.

Uma testemunha da Reuters viu ao menos três policiais levarem o político de oposição Alexei Navalny a um caminhão.

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