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Rússia diz que curdos devem recuar ou enfrentar Exército turco

Aviso foi feito pouco antes de forças de segurança russas e sírias começarem a supervisionar a retirada programada de combatentes da milícia curda

Internacional|Do R7

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Rússia quer o cumprimento do acordo russo-turco
Rússia quer o cumprimento do acordo russo-turco

A Rússia alertou as forças da milícia curda YPG, nesta quarta-feira (23), que elas enfrentarão um conflito armado com a Turquia se não cumprirem um acordo russo-turco que contempla sua retirada de toda a extensão da fronteira nordeste da Síria com a Turquia.

O aviso da Rússia foi feito pouco antes de forças de segurança russas e sírias começarem a supervisionar a retirada programada de combatentes e armas da YPG de ao menos 30 quilômetros do território sírio, como parte do acordo firmado pelos presidentes Vladimir Putin e Tayyip Erdogan.

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Um recuo total da YPG seria uma vitória para Erdogan, que lançou uma ofensiva fronteiriça no dia 9 de outubro para repelir a milícia curda da divisa e criar uma "zona segura" para o retorno de refugiados sírios.

O acordo, que amplia um pacto mediado pelos Estados Unidos na semana passada, também enfatiza a influência decisiva de Putin na Síria e sela a volta das forças do presidente sírio, Bashar al-Assad, do qual é aliado, ao nordeste da Síria pela primeira vez em anos, endossando a mobilização de guardas de fronteira sírios a partir do meio-dia local desta quarta-feira.

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Seis dias mais tarde, forças russas e turcas iniciarão uma patrulha conjunta em 10 quilômetros de terra no nordeste sírio onde tropas dos EUA passaram anos atuando ao lado de seus ex-aliados curdos.

Estas alterações refletem o ritmo estonteante das mudanças na Síria desde que o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou a retirada de seus soldados do norte sírio no início deste mês, abalando o equilíbrio militar em um quarto do país após oito anos de conflito.

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Os comandantes da milícia curda ainda não reagiram ao acordo fechado na estância russa de Sochi, no Mar Negro, e não ficou claro de imediato como sua retirada pode ser efetivada.

Um comunicado conjunto da Turquia e da Rússia, emitido após seis horas de conversa entre Putin e Erdogan, disse que os dois países estabelecerão um "mecanismo conjunto de monitoramento e verificação" para supervisionar a implantação do acordo.

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O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, foi mais incisivo. Se as forças curdas não recuarem, guardas de fronteira sírios e policiais militares russos terão que se retirar. "E as formações curdas remanescentes sentiriam o peso do Exército turco", disse.

Em uma cutucada em Washington, que questionou como o acordo será garantido, Peskov disse que os EUA foram os aliados mais próximos dos combatentes curdos, mas que agora os traíram.

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