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Rússia diz que Síria concorda em abrir corredores humanitários

Internacional|Do R7

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Por Michelle Nichols

NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - A Rússia afirmou nesta terça-feira que obteve aprovação da Síria para abrir quatro pontos de passagem nas fronteiras com Iraque, Jordânia e Turquia para levar ajuda a milhões de pessoas sob uma "fórmula de longo alcance" proposta aos membros do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas.

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O embaixador russo na ONU, Vitaly Churkin, se recusou a falar sobre a fórmula, mas diplomatas familiarizados com o plano disseram que envolvia o uso de monitores internacionais para inspecionar os comboios de ajuda humanitária que entram na Síria.

Os membros do conselho com poder de veto -- Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, China e Rússia -- têm negociado uma resolução humanitária elaborada por Austrália, Luxemburgo e Jordânia para aumentar a ajuda à Síria, incluindo através das fronteiras controladas pelos rebeldes.

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A Rússia apresentou a sua fórmula para esses sete países nesta terça-feira. Churkin disse que a Síria havia aceitado o plano de Moscou para abrir os quatro pontos de passagem fronteiriços sugeridos no texto do projeto.

"É uma abordagem bastante inovadora para fazer as coisas. Assim, esperamos que vai funcionar e esperamos que ajude as agências humanitárias a trabalhar no terreno na Síria, inclusive em áreas que não são controladas pelo governo", disse ele.

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"É uma fórmula de longo alcance que permitirá abrir esses quatro pontos de passagem que as agências humanitárias estavam interessadas​​", Churkin disse a repórteres, acrescentando que espera que o projeto de resolução possa ser adotado nos próximos dias.

Mas diplomatas ocidentais disseram que precisam de tempo para analisar a proposta da Rússia e consultar o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários se a iniciativa poderá funcionar em solo.

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Um projeto de resolução ainda tem de ser distribuído aos outros sete membros do conselho antes de uma votação.

O Conselho de Segurança alcançou uma unidade rara ao aprovar por unanimidade uma resolução em fevereiro que exigia um acesso rápido, seguro e sem obstáculos de ajuda na Síria, onde uma guerra civil de três anos já matou mais de 150 mil pessoas.

Mas essa resolução não foi capaz de fazer a diferença, disseram funcionários da ONU. A organização internacional diz que cerca de 9,3 milhões de pessoas na Síria -- metade da população do país -- precisam de ajuda, enquanto outras 2,5 milhões fugiram do conflito.

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