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Rússia e EUA preveem que Síria excederá prazo para destruição de armas químicas

Internacional|Do R7

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Por Dominic Evans

BEIRUTE, 8 Nov (Reuters) - Estados Unidos e Rússia querem que a Síria envie para fora do país seus agentes químicos letais até o fim do ano, mas avaliam que a meta de destruição final até meados de 2014 não será cumprida, segundo esboço de um documento obtido pela Reuters.


O documento, ao qual a Reuters teve acesso a uma cópia, pede que todos os materiais químicos sejam removidos do país em oito semanas, ou até 31 de dezembro, e que as instalações remanescentes sejam destruídas até o começo de março de 2014.

A destruição final de todo o material tóxico até o fim do ano que vem, como definido no esboço, estaria sendo feita seis meses depois da data originalmente definida para que a Síria completasse a "eliminação" de todo o material químico para armas. No entanto, parece improvável que os governos estrangeiros se preocupem se o material já estiver fora da Síria.


O cronograma é parte de um ambicioso acordo de desarmamento feito com a ONU e acatado pelo presidente sírio, Bashar al-Assad, depois de um ataque com gás sarin na periferia de Damasco que matou centenas de pessoas e quase levou os Estados Unidos a realizar ataques aéreos na Síria.

Os EUA e aliados culpam Assad, cujo governo está há dois anos e meio mergulhado numa guerra civil contra rebeldes, pelo ataque, o pior com armas químicas em 25 anos no mundo. Com o apoio da Rússia, Assad acusa os rebeldes sírios pela ação.

Peritos ocidentais da Organização para a Proibição de Armas Químicas dizem que já verificaram a destruição da produção de químicos e de equipamentos de mistura em 22 das 23 instalações declaradas pelas autoridades sírias em outubro.

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