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Rússia paga cerca de R$ 138 mil para recrutar americanos para a guerra na Ucrânia, diz jornal

Ao menos 18 cidadãos dos EUA foram identificados entre combatentes estrangeiros enviados às frentes mais perigosas

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Rússia oferece bônus de US$ 26 mil e salários mensais para recrutar americanos para a guerra na Ucrânia.
  • Autoridades ucranianas identificaram 18 americanos entre os combatentes estrangeiros nas forças russas.
  • Recrutamento intensificado devido a elevadas perdas russas; estrangeiros são enviados para áreas de intenso confronto.
  • Estrangeiros relatam abusos e tratamento desigual nas forças russas, usados como propaganda por Moscou.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O sargento Wilmer Puello fala durante uma cerimônia na Base Aérea de Hanscom, nos EUA Todd Maki/Força Aérea dos EUA - 10.02.2018

A Rússia está oferecendo um bônus de US$ 26 mil (cerca de R$ 138 mil, sem considerar variações cambiais) e salários mensais de US$ 2.000 (cerca de R$ 10,4 mil) para atrair cidadãos dos Estados Unidos para suas tropas, segundo reportagem publicada pelo New York Post.

Ao menos 18 americanos foram identificados pelas autoridades ucranianas entre os estrangeiros que se alistaram para combater pelas forças russas.

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O recrutamento de combatentes de outros países teria se intensificado diante das perdas sofridas por Moscou desde o início da invasão em larga escala da Ucrânia, em fevereiro de 2022. Estimativas britânicas citadas pelo jornal apontam 1,5 milhão de baixas russas, incluindo cerca de 500 mil mortos.

Segundo Vitaliy Matvienko, responsável por um projeto estatal ucraniano voltado às rendições russas, Moscou perde entre 30 mil e 40 mil homens por mês e utiliza estrangeiros como uma forma de tentar repor parte dessas baixas.

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De acordo com ele, muitos desses combatentes acabam enviados diretamente para áreas de intenso confronto, onde ficam expostos a drones, artilharia e ataques das forças ucranianas.

Autoridades de segurança da Ucrânia afirmam ter identificado quase 29 mil estrangeiros de 135 países lutando ao lado da Rússia, incluindo cidadãos da Coreia do Norte, Quênia e Gana. O número real, segundo Kiev, seria significativamente maior.

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Recrutamento pelas redes sociais

A reportagem afirma que intermediários espalhados por diferentes países utilizam anúncios direcionados em plataformas como Facebook, TikTok e Telegram para encontrar possíveis recrutas.

Esses agentes receberiam cerca de US$ 24 mil (cerca de R$ 125 mil) por cada pessoa recrutada, além de uma parcela dos pagamentos destinados aos combatentes.

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Segundo Matvienko, pessoas em situação de vulnerabilidade econômica ou social e indivíduos atraídos por discursos ideológicos estão entre os principais alvos.

Um dos casos citados é o do americano Seth William Baker, de Gilbert, no Arizona. Ex-integrante do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos, ele morreu aos 23 anos, cerca de três meses depois de ingressar nas forças russas.

Baker havia entrado para os Fuzileiros Navais aos 18 anos e recebido a Medalha do Serviço de Defesa Nacional. Ele deixou as Forças Armadas após se recusar a tomar a vacina contra a Covid-19 durante o período em que a imunização era obrigatória para militares americanos.

Matvienko disse que o perfil do americano representava um exemplo do tipo de pessoa procurada pelos recrutadores. Segundo ele, Baker havia deixado a carreira militar, não conseguiu ingressar em uma academia de polícia e aparentemente tinha dificuldades para encontrar seu espaço na sociedade americana.

Filho de autoridade da CIA morreu no conflito

Outro caso de grande repercussão foi o de Michael Gloss, de 21 anos, filho de uma autoridade da CIA. Ele morreu em abril de 2024 enquanto combatia pelas forças russas.

Sua mãe, Juliane Gallina, era vice-diretora de inovação digital da agência de inteligência americana. O pai, Larry Gloss, é veterano da Marinha dos Estados Unidos.

Segundo o relato do pai citado pela reportagem, Michael morreu após sofrer grande perda de sangue durante um ataque de artilharia em Donetsk, enquanto tentava ajudar um soldado russo ferido.

O presidente Vladimir Putin chegou a entregar uma medalha destinada à família de Gloss ao enviado especial americano Steve Witkoff.

Também entre os americanos identificados está Wilmer Puello-Mota, ex-integrante da Força Aérea dos EUA e ex-vereador de Holyoke, em Massachusetts.

Puello-Mota deixou os Estados Unidos enquanto respondia a um processo relacionado a imagens de uma adolescente de 17 anos encontradas em seu telefone. Ele assinou contrato com as forças russas em abril de 2024 e posteriormente apareceu em um vídeo de propaganda de Moscou.

Segundo a reportagem, Puello-Mota continua combatendo e sofreu ferimentos por estilhaços na perna após uma explosão.

Estrangeiros denunciam abusos

Matvienko afirma ainda que combatentes estrangeiros têm importância especial para a propaganda russa. Segundo ele, americanos que aderem às tropas de Moscou são apresentados como evidência de que cidadãos ocidentais apoiariam a versão russa sobre o conflito.

Na prática, porém, estrangeiros relataram abusos físicos, racismo e tratamento desigual dentro das próprias forças russas, segundo o New York Post.

Alguns teriam sido enviados para operações extremamente perigosas nas quais soldados avançam sobre posições inimigas com grande risco de morte.

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