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Rússia pede retirada do bloqueio contra bens da Venezuela nos EUA

Moscou considerou 'urgente' a necessidade de eliminar as sanções comerciais que pesam sobre o âmbito humanitário no país latino-americano

Internacional|Da EFE

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EUA impõem sanção econômica total na Venezuela
EUA impõem sanção econômica total na Venezuela

A Rússia pediu nesta terça-feira (6) a retirada do bloqueio total sobre os bens estatais do governo da Venezuela que estão sob jurisdição dos Estados Unidos imposto pelo presidente Donald Trump.

"A Rússia pede a retirada das sanções ilegítimas e das barreiras e restrições politicamente motivadas", disse um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia à agência de notícias RIA Novosti.

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Moscou considerou "urgente" a necessidade de eliminar as sanções comerciais que pesam sobre o âmbito humanitário no país latino-americano.

"Os países que estão realmente interessados no retorno da Venezuela ao caminho da prosperidade devem respeitar os estatutos da ONU e buscar vias para uma solução política da situação" no país sul-americano, afirmou o porta-voz.

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A fonte ressaltou que "o elemento principal deste processo deve ser o diálogo interno na Venezuela entre as principais forças políticas que estão dispostas a colocar o destino do país à frente de suas ambições pessoais".

A ordem executiva do governo americano determina que todos os ativos do governo da Venezuela e de entidades associadas estão congelados nos Estados Unidos e que as transações econômicas com os mesmos estão proibidas, a menos que haja uma isenção específica.

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Trump disse ter tomado essa decisão pela "contínua usurpação do poder por parte do ilegítimo regime" do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, "e de seus colaboradores", e também devido "à tentativa de minar a autoridade" do líder opositor Juan Guaidó, autoproclamado presidente interino e que conta com o apoio dos EUA e de cerca de 50 países.

O conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, reconheceu hoje em Lima durante a Conferência Internacional pela Democracia na Venezuela que o objetivo do bloqueio é apoiar Guaidó e isolar o regime de Maduro internacionalmente.

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A Rússia se recusou a comparecer ao encontro em Lima argumentando que não acredita que o mesmo possa abrir caminho para o diálogo entre o governo e a oposição da Venezuela.

Antes de participar no final de julho da reunião do bloco Brics (Brasil, Rússia, China e África do Sul) no Rio de Janeiro, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, destacou que a situação na Venezuela está melhorando e que o processo de diálogo mediado pela Noruega está trazendo bom senso para tentar solucionar a crise no país latino-americano.

Lavrov também se mostrou convencido de que "se alguém nos EUA optar pelo uso da força, toda a América Latina irá se opor" e afirmou que Moscou apoiará "qualquer acordo" que as partes firmarem dentro das negociações mediadas pelo governo norueguês.

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