Rússia proíbe entrada de aviões do Reino Unido em seu espaço aéreo e empresas cancelam voos
Ação é uma resposta às sanções impostas por Londres à companhia aérea russa Aeroflot devido à invasão da Ucrânia
Internacional|Do R7, com agências internacionais

A Rússia proibiu a entrada em seu espaço aéreo de todos os aviões vinculados com o Reino Unido, depois das sanções impostas por Londres à companhia aérea russa Aeroflot após a invasão da Ucrânia.
O espaço aéreo fica proibido a todos os aviões "de propriedade, arrendados ou operados por uma organização vinculada ou registrada no Reino Unido", anunciou a agência reguladora Rosaviatsia em um comunicado.
Com a decisão, o grupo aéreo IAG, matriz da British Airways e da Iberia, informou nesta sexta-feira (25) o cancelamento de seus voos para Moscou e o desvio de suas rotas que sobrevoam a Rússia.
O anúncio foi feito minutos depois da decisão do governo russo de proibir o uso de seu espaço aéreo para todos os aviões ligados ao Reino Unido.
"Hoje tomamos a decisão de cancelar a conexão aérea que temos com destino a Moscou" e de "redirecionar voos para Singapura e Nova Délhi, para não sobrevoar a Rússia", declarou o CEO do IAG, Luis Gallego, durante uma conferência de investidores, após a divulgação dos resultados do grupo.
"Estamos monitorando o impacto desta crise no IAG. Mas a capacidade de voo que temos para o leste é muito limitada" e "estamos em condições de redirecionar todos os voos que temos atualmente", acrescentou.
Gallego não deu detalhes sobre os voos em questão nas diferentes companhias do grupo.
A decisão da empresa segue as sanções impostas pelo governo britânico à companhia aérea russa Aeroflot em reação à invasão da Ucrânia lançada por Vladimir Putin, e a resposta da Rússia, que proibiu todas as aeronaves ligadas ao Reino Unido de utilizarem seu espaço aéreo.
A medida também inclui os voos que transitam pelo território russo, espaço-chave que une a Europa e a Ásia, segundo a agência reguladora de aviação da Rússia, Rosaviatsia.
O grupo aéreo IAG anunciou que reduziu pela metade sua perda líquida em 2021, graças à retomada progressiva do tráfego aéreo durante o ano, e espera que seus resultados melhorem em 2022.
Luis Gallego assegurou que os aviões que terão de mudar de rota não vão impedir o grupo de "manter o programa de voos" que tinha.











