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Saída abrupta ou prorrogação, as possibilidades restantes do Brexit

Para May, atrasar o Brexit não facilitaria a situação, que continuaria sendo sair com ou sem acordo, ou diretamente cancelar o Brexit

Internacional|Da EFE

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Projeto de May foi rejeitado
Projeto de May foi rejeitado

O parlamento do Reino Unido rejeitou mais uma vez nesta terça-feira (12) a saída da União Europeia (UE) nos termos negociados entre Londres e Bruxelas, o que reduz o caminho do "divórcio" a duas possibilidades: uma saída abrupta ou uma prorrogação.

Os deputados da Câmara dos Comuns rejeitaram por 391 votos contra e 242 a favor o acordo do Brexit, ao qual a primeira-ministra Theresa May conseguiu ontem, na última hora, acrescentar três documentos adicionais destinados a conseguir o beneplácito dos parlamentares.

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No entanto, essa manobra fracassou hoje em Westminster, o que faz com que o destino do Brexit seja definido agora em dois dias decisivos.

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O primeiro deles já é amanhã, quarta-feira (13), quando a Câmara dos Comum se pronunciará sobre se quer uma saída não negociada do bloco comunitário no próximo dia 29 de março.

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Esta possibilidade parece remota porque a Câmara já expressou em ocasiões anteriores que não quer este cenário, que suprimiria o período de transição que o acordo fixava até dezembro de 2020.

Além disso, obrigaria as companhias britânicas a comercializar com os demais países sob as normas da Organização Mundial de Comércio (OMC), com condições menos vantajosas que os atuais tratados nos quais o Reino Unido participa como membro da união aduaneira comunitária.

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O outro dia decisivo será na quinta-feira (14). Se, como se espera, o parlamento rejeitar amanhã um "divórcio" não negociado, no dia seguinte será votada a extensão da validade do Artigo 50 do Tratado de Lisboa, em virtude do qual o país deve deixar a UE em 29 de março, ao término dos dois anos estipulados de negociação.

Se o parlamento aprovar esta prorrogação então serão os 27 países restantes do bloco comunitário quem deverão dar seu sinal verde para que esta possa ser efetivada.

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Em qualquer caso, esta extensão será, segundo advertiu May, "curta e limitada", e dificilmente se prolongará até as vésperas das eleições europeias marcadas para 26 de maio.

Se até lá o Reino Unido continuar dentro da UE, teria que participar da votação, eventualidade um tanto ilógica se o país está se preparando para deixar o bloco pouco depois.

No entanto, para May, atrasar o Brexit não facilitaria a situação, que continuaria sendo sair com ou sem acordo, ou diretamente cancelar o Brexit, algo que, segundo o Tribunal de Justiça da União Europeia, o Reino Unido poderia fazer de forma unilateral.

Esta complexa situação poderia desembocar no fim do governo de May e na convocação de eleições gerais se o Partido Trabalhista apresentar uma moção de desconfiança contra a primeira-ministra e esta for aprovada na Câmara dos Comuns.

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