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Secretário de Estado americano inicia viagem para tentar "acordo histórico" no Oriente Médio

Entre as cláusulas mais polêmicas em negociação está a de que Israel manteria "presença militar" no Vale do Jordão

Internacional|Do R7

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O secretário de Estado americano, John Kerry, começou nesta quinta-feira (12) os contatos com israelenses e palestinos para tentar consolidar as bases de um "acordo histórico", embora sua agenda esteja sendo afetada pelas duras condições meteorológicas na região.

Kerry, que chegou à tarde no aeroporto de Tel Aviv, conseguiu se reunir em Ramala com o presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), Mahmoud Abbas. Contundo, não há informações sobre o teor da conversa.


Na reunião participou o general John Allen, autor do plano de segurança que o chefe da diplomacia americana propôs na semana passada às partes para um eventual acordo de paz, informou o jornal Haaretz.

Um ano após ser reconhecida como Estado, Palestina segue ocupada por tropas e colônias israelenses 


Entre as cláusulas mais polêmicas está a de que Israel teria "presença militar" no Vale do Jordão durante dez anos, uma proposta que os palestinos não veem com bons olhos. Um porta-voz oficial palestino afirmou hoje em declarações à Agência Efe que as negociações "estarão em perigo" se continuarem insistindo nessa ideia.

"Não haverá presença israelense no vale após um acordo de paz", disse o porta-voz, "essa é uma demanda israelense que Kerry, como mediador, não deve continuar encorajando".


A visita de Kerry, a segunda em seis dias e a nona desde que se tornou secretário de Estado em fevereiro deste ano, coincide com uma forte tempestade de neve em Jerusalém e Ramala afetando toda sua agenda de trabalho. Por enquanto, foi cancelada uma reunião prevista com o presidente israelense, Shimon Peres, e um jantar com o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, a quem em princípio verá amanhã.

O plano de segurança é um dos assuntos centrais das negociações entre as duas partes, que começaram em julho e até novembro ainda não tinha sido resolvido. Sua intenção é consolidar as bases de um "acordo histórico" que propicie um tratado de paz, embora nem o governo palestino nem o israelense se mostrem otimistas.


Os palestinos criticaram insistentemente nos últimos dias a ideia de que Israel permaneça no estratégico Vale do Jordão, e Netanyahu afirmou que não estão nem perto de um acordo.

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