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Secretário-executivo do Trabalho pede demissão após denúncias de corrupção

Internacional|Do R7

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Brasília, 10 set (EFE).- O secretário-executivo do Ministério do Trabalho, Paulo Roberto Pinto, pediu demissão na manhã desta terça-feira, informou o ministro Manoel Dias. Paulo Roberto é um dos investigados pela Polícia Federal na Operação Esopo, que apura desvio de recursos públicos no valor de R$ 400 milhões e ontem levou à prisão de 23 pessoas. Segundo o ministro Manoel Dias, o secretário se diz inocente e afirmou que tomou a decisão de deixar o cargo para não provocar "constrangimentos". Essa rede de corrupção supostamente operava no Ministério do Trabalho e se valia de fraudes em licitações adjudicadas de forma irregular a empresas que nunca prestavam os serviços contratados ou os cumpriam com preços muitos mais elevados que os estipulados. Além de informar sobre a renúncia de Paulo Roberto, o Ministério do Trabalho também destituiu hoje o coordenador de Contratos, Geraldo Riesenbeck, e o assessor Anderson Brito Pereira, que trabalhava no gabinete de Manoel Dias. Brito Pereira era procurado desde ontem pela polícia, que chegou a declará-lo foragido, mas se entregou hoje às autoridades, que ainda não detalharam o grau de sua participação na rede de corrupção. Segundo a investigação policial, as fraudes ocorreram nos estados de Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Pernambuco, São Paulo, Ceará, Amapá, Paraná, Roraima, Pernambuco e no Distrito Federal. Em dezembro de 2011, um escândalo de fraudes com licitações similar ao denunciado agora custou o cargo do então ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que se viu obrigado a renunciar. EFE ed/rsd

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