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Síria cumpre prazo para destruir instalações de produção de armas químicas

Internacional|Do R7

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BEIRUTE, 31 Out (Reuters) - A Síria destruiu ou tornou inoperáveis todas as instalações de fabricação e mistura de armas químicas no país, cumprindo um importante prazo no ambicioso plano de desarmamento definido pela comunidade internacional, disse nesta quinta-feira a organização internacional responsável pelo desarmamento químico.

A Organização para a Proibição das Armas Químicas (Opaq), ganhadora do Prêmio Nobel da Paz neste mês, diz ter inspecionado 21 das 23 instalações apontadas pela Síria. O acesso às outras duas era perigoso demais, mas a Opaq disse que os equipamentos químicos desses locais já haviam sido transferidos para outras instalações que foram inspecionadas. Uma terceira instalação foi inspecionada remotamente.

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O prazo para tornar as instalações inoperáveis terminava em 1º de novembro. Agora, a Opaq e o governo sírio têm até o dia 15 de novembro para definir um plano de destruição detalhado para as mais de mil toneladas de munições e agentes químicos em poder da Síria.

O plano de desarmamento resultou de um acordo entre Rússia e EUA, para evitar que o governo norte-americano bombardeasse a Síria em represália contra um ataque com gás sarin que matou centenas de civis nos arredores de Damasco em 21 de agosto.

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"Este foi um importante marco no esforço por eliminar o programa de armas químicas da Síria", disse Ralf Trapp, especialista independente em desarmamento químico.

"A maioria dos sites e instalações declarados pela Síria e pela Opaq foi inspecionada, seus estoques foram verificados, o equipamento para a produção de armas químicas foi inutilizado e colocado fora de uso, e algumas armas não preenchidas também foram inutilizadas."

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O governo de Bashar al-Assad aceitou abrir mão do seu arsenal químico apesar de negar a autoria do massacre de agosto, pior incidente com armas químicas no mundo desde o ataque a curdos do Iraque em 1988.

Assad tem até meados de 2014 para destruir todo o seu arsenal químico.

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A missão da Opaq ocorre em meio a uma guerra civil que já dura mais de dois anos e meio e deixou mais de 100 mil mortos. Havia preocupações de que não houvesse condições para um desarmamento efetivo, mas a Opaq diz que as autoridades sírias estão cooperando.

(Reportagem adicional de Anthony Deutsch)

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