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Sob polêmica da espionagem, EUA e UE abrem discussão de livre comércio

Internacional|Do R7

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Por Doug Palmer

WASHINGTON, 8 Jul (Reuters) - Os Estados Unidos e a União Europeia começaram na segunda-feira a discutir um importante acordo bilateral de livre comércio, apesar das preocupações da UE sobre os programas norte-americanos de espionagem, que ameaçaram retardar o início do processo após quase dois anos de preparativos.

O representante de Comércio Exterior dos EUA, Michael Froman, salientou os benefícios econômicos que o acordo acarretaria, não só para os Estados Unidos e a Europa, mas para todo o sistema comercial global.

"Temos a oportunidade de complementar uma das maiores alianças de todos os tempos, com uma relação econômica igualmente convincente", disse ele em declararão às duas delegações em Washington.

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"E temos a oportunidade de trabalharmos juntos para estabelecer e reforçar as normas e padrões internacionais que irão ajudar a formar e fortalecer o sistema comercial multilateral e baseado em regras."

O presidente dos EUA, Barack Obama, e os líderes europeus anunciaram em fevereiro a decisão de negociar um acordo comercial, mas as revelações acerca de programas de vigilância dos EUA sobre comunicações digitais e telefônicas no mundo todo " inclusive na UE" azedaram as relações no mês passado. A França sugeriu que o início do processo comercial fosse adiado em duas semanas, mas depois recuou.

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Nos EUA, enquanto isso, as empresas da Internet temem que as regras de privacidade da UE elevem seus custos e as tornem menos competitivas, ao restringir o fluxo de dados através das fronteiras.

"A razão para termos decidido travar discussões agora é que estamos convencidos de que esse será um bom negócio para a Europa", disse o comissário (ministro) europeu do Comércio, Karel de Gucht, a jornalistas em Genebra. "Estamos convencidos de que esse acordo comercial resultará em mais empregos e mais crescimento."

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Uma fonte da UE disse que, paralelamente à negociação principal, especialistas graduados dos EUA e da UE se reuniram na segunda-feira, também em Washington, para tratar de questões de coleta e fiscalização de inteligência, privacidade e proteção de dados.

A chamada Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento será, se concretizada, o maior acordo de livre comércio do mundo, cobrindo cerca de 50 por cento da produção econômica global, 30 por cento do comércio global e 20 por cento dos investimentos estrangeiros diretos.

(Reportagem adicional de Robin Emmott em Bruxelas)

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