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Socialistas venezuelanos admitem que chavistas também protestam contra Maduro

Internacional|Do R7

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Caracas, 7 abr (EFE).- Nos protestos que há quase dois meses se repetem diariamente contra o governo do presidente Nicolás Maduro também participa "gente do próprio chavismo", admitiu nesta segunda-feira o coordenador da Frente Nacional de Classe Média Socialista, Carlos Hurtado. "Encontramos camaradas, gente do próprio chavismo, que estiveram nas manifestações, agrupados, porque também sofrem quando vão ao supermercado e enfrentam as mesmas filas", declarou Hurtado à emissora "Union Radio". O dirigente do governista Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) admitiu que faltam no governo planos econômicos e políticos "claros" e que é questionado por outros militantes por causa disso. "Nos dizem: 'Olhe, camaradas, ou nos entendemos e nos ouvimos ou onde isto vai parar?'", acrescentou Hurtado ao pedir que Maduro construa um diálogo no interior do PSUV e também com os opositores à sua gestão. Se não o fizer, advertiu, continuarão os protestos que se repetem diariamente desde 12 de fevereiro e que já custaram 39 vidas, entre ativistas dos dois lados, policiais e cidadãos pegos numa espécie de "fogo cruzado". O coordenador da Frente Nacional de Classe Média Socialista disse que "se fossem as direções de ambas as partes que sofressem as consequências do desencontro alguém diria: 'bom, estão tentando se liquidar entre eles mesmos ', mas não (os mortos) são gente inocente". "Quantas vidas mais teremos de arriscar?", se perguntou, e pediu que o chefe de Estado governe para os 30 milhões de habitantes do país. "Quando se é o presidente da República é o presidente de todos os venezuelanos. Não se é o presidente da Praça Venezuela para o oeste (as áreas mais populosas)", disse. "O chavismo tem um pouquinho mais da metade do país" a seu favor, acrescentou, "mas há outra porcentagem importante do país que é contrária", especificou. "A nós, os coletivos, os movimentos sociais, torna-se difícil levar a mensagem revolucionária porque não podemos justificar o injustificável", ressaltou Hurtado ao criticar os diálogos do governo unicamente com setores empresariais. Os empresários principalmente, disse, "continuam querendo acumular divisas para enviá-las ao exterior; infelizmente não temos uma visão econômica clara, nem do que vamos fazer na parte política", sustentou.EFE arv/cd

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