Logo R7.com
RecordPlus

Soldados da Otan matam criança afegã por acreditarem que menor carregava explosivos

Organização militar ocidental diz que está investigando o incidente

Internacional|Do R7

  • Google News

Soldados da missão da Otan no Afeganistão (Isaf) mataram a tiros uma criança de quatro anos na Província meridional de Helmand porque acreditavam que ela carregava explosivos, afirmou nesta quinta-feira (9) uma fonte do governo regional.

O fato ocorreu na tarde de quarta-feira (8) perto de uma base militar da Isaf no distrito de Nahri Sarraj, quando o menor saía de sua casa, afirmou o porta-voz do governador de Helmand, Omar Zwak.


"A criança ficou gravemente ferida e morreu mais tarde no hospital", explicou o porta-voz.

Segundo Zwak, os militares pensavam que o menor usava um colete carregado de explosivos, mas depois perceberam que ele não estava armado.


A Otan, em comunicado, não esclareceu o ocorrido e afirmou que seu "compromisso" é o de "garantir que sejam tomadas todas as medidas possíveis para evitar vítimas civis".

"Estendemos nosso mais sentido pêsame à família que sofreu a perda de um ente querido", acrescentou a Isaf, que assegurou que estão trabalhando com as forças de segurança afegãs para "determinar que aconteceu e por quê".


Menina-bomba

Na mesma Província, foi detida nesta semana um menina de dez anos em quem seu irmão, que se uniu aos talebans, tinha posto um colete carregado de explosivos para que ela cometesse um atentado contra um posto de controle da polícia.


A menina se entregou voluntariamente aos oficiais que trabalham no posto onde ia cometer o atentado e explicou que, quando começou a "gritar e chorar", seu irmão retirou o colete e escapou.

— Como sentia medo da reação de meu pai — simpatizante dos talebans —, fui à polícia ao invés de ir para casa.

A jovem foi libertada ontem pelo presidente afegão, Hamid Karzai, para que retornasse para sua família.

No entanto, embora tenha encontrado hoje com seu pai, Abdul Ghaffar, de 75 anos, a menor se negou a voltar para casa com ele, segundo informou a agência local AIP.

Quando Ghaffar perguntou a sua filha por que não tinha informado sobre o incidente, ela respondeu que ele não seria capaz de deter "as torturas e crueldades" de seu irmão, e que também não teria evitado que ele colocasse o colete carregado de explosivos.

A jovem permanecerá em um centro de amparo até que o governo local tome uma decisão sobre o melhor modo de garantir sua segurança, de acordo com a AIP.

Os talebans, no entanto, negaram que usem menores em atentados suicidas e tacharam o caso como "propaganda" do governo, pois, segundo suas normas, "os agressores devem ser homens, adultos e dispostos a fazê-lo por vontade própria".

O que acontece no mundo passa por aqui

Moda, esportes, política, TV: as notícias mais quentes do dia

Veja as imagens do dia

Seja bombardeado de boas notícias. R7 Torpedos

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.