Sting, Ken Loach e Emma Thompson pedem a Cameron mais ajuda para os sírios
Internacional|Do R7
Londres, 26 jan (EFE).- O músico Sting, o cineasta Ken Loach, a atriz Emma Thompson e o comediante Michael Palin figuram entre os famosos do Reino Unido que pediram ao primeiro-ministro, David Cameron, um maior esforço para acolher refugiados sírios neste país, em carta aberta divulgada nesta segunda-feira. Impulsionada pela Anistia Internacional, Oxfam e o Conselho Britânico de Refugiados, a carta expressa a "vergonha" pelo pouco esforço britânico no amparo de refugiados que fogem da guerra civil que começou em 2011 na Síria e do avanço na região do Estado Islâmico (EI). O Alto Comissariado da ONU para os Refugiados pediu aos governos que acolham no total pelo menos 100 mil sírios entre este ano e o seguinte. O governo de Londres iniciou no ano passado um programa de amparo de refugiados sírios, que contempla abrigar cerca de poucas centenas em três anos, depois que fora pressionado a descartar sua anterior oposição a admití-los, com o argumento de que o dinheiro seria melhor investido em ajuda no terreno. "A questão é se David Cameron quer ficar na história como o primeiro-ministro que limita sua compaixão a uma centena de pessoas quando tem a oportunidade de oferecer refúgio a muitas mais?", se perguntam os autores da carta aberta. Perante esta situação, os signatários, entre eles também as atrizes Vanessa Redgrave e Juliet Stevenson e a estilista Vivienne Westwood, se mostram "envergonhados que seu país "não tenha conseguido fazer o mesmo" que outros como a Alemanha e Áustria, que aumentaram suas cotas. "Oferecer refúgio a 'várias centenas' de pessoas não é suficiente para um líder mundial. Não se trata de estatísticas de imigração ou de políticas de partido, sim de pessoas. Sobre os valores que apreciamos no Reino Unido: compaixão e humanidade", escrevem. "Sua escolha é simples, embora histórica. Está em posição de oferecer refúgio no Reino Unido a algumas das pessoas mais vulneráveis do mundo. Pode oferecer esperança. Pode oferecer futuro", sublinham os signatários. EFE as/ff












