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Subsolo da Groenlândia abriga materiais de interesse para a indústria dos EUA, diz pesquisador

Presidente norte-americano afirmou que vai dar início a uma grande exploração de petróleo, gás e minerais na ilha

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O presidente Donald Trump anunciou planos para explorar petróleo, gás e minerais na Groenlândia.
  • A Groenlândia é considerada estratégica para a segurança dos EUA e Europa, estando na rota mais curta para mísseis entre Rússia e EUA.
  • Um acordo de segurança foi assinado entre EUA, Groenlândia e Dinamarca, prevendo a construção de duas bases militares na ilha.
  • O subsolo da Groenlândia contém materiais essenciais para a indústria de alta tecnologia, sendo crucial para reduzir a dependência dos EUA em relação à China.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O presidente Donald Trump afirmou que vai dar início a uma grande exploração de petróleo, gás e minerais na Groenlândia. Citando especialistas, o estadunidense afirmou que a quantidade de petróleo facilmente disponível na região é muito maior do que em qualquer lugar do mundo. Apesar da declaração, o presidente não deu mais detalhes do plano.

Trump também elogiou a posição da Groenlândia, classificando-a como “insuperável” para a segurança dos Estados Unidos e da Europa. A ilha se encontra na rota mais curta para mísseis entre a Rússia e os EUA e representa uma localização estratégica para o Domo Dourado, um projeto de escudo de defesa proposto pelo líder estadunidense.

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Em setembro, o norte-americano assinou um acordo de segurança com os líderes da Groenlândia e da Dinamarca. Nos termos do pacto de dez páginas, os Estados Unidos construirão duas bases militares no sul e no leste da ilha.

Em entrevista ao Conexão Record News desta quarta-feira (14), Lier Ferreira, pesquisador da Universidade Federal Fluminense, diz que a declaração do presidente Trump se insere no contexto de segurança energética norte-americana e interesses estratégicos.

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“O subsolo groenlandês abriga depósitos substanciais de neodímio e outros elementos essenciais para a indústria de alta tecnologia, semicondutores e indústria de defesa. Então, o controle desses recursos é visto por Washington como essencial para reduzir a dependência que o país tem, principalmente em relação à China, que domina o refino global desses materiais”, explica Ferreira.

O pesquisador destaca que, com o degelo polar, as passagens de navegação no norte tornam-se rotas comerciais muito mais rápidas, elevando o valor geoeconômico e geopolítico do controle sobre a Groenlândia, inclusive em uma perspectiva de contenção de atividades russas e chinesas no Círculo Polar Ártico.

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