Táxi-robô descontrolado incomoda passageira com ruídos de flatulência durante a corrida
Esse tipo de carro vem equipado com essa configuração sonora para ser usada como pegadinha, mas, às vezes, isso foge do controle
Internacional|Do R7
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Uma corrida em um táxi-robô da Tesla, em Hayes Valley, San Francisco, nos Estados Unidos, se transformou em uma experiência única para a repórter de tecnologia Zara Stone.
Ao entrar no veículo na noite de segunda-feira (12), ela foi recebida por uma sequência ininterrupta de sons de flatulência reproduzidos pelos alto-falantes do carro.
O veículo tinha um vasto arsenal de sons, porque os ruídos incluíam assobios, chiados e sons úmidos de gases, que continuaram durante toda a viagem.
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Os efeitos sonoros são gerados pelo recurso “fart”, oficialmente chamado de “Emissions Testing Mode”, uma função introduzida pela Tesla em 2018 como parte de uma atualização de software.
Muita gente usa esse recurso como pegadinha, como esse rapaz no vídeo abaixo fez com seu pai.
Normalmente, o recurso permite que proprietários escolham diferentes sons, volumes e até o assento de onde o efeito será reproduzido, algo que também pode ser ativado por comando de voz ou quando um passageiro se senta no banco.
O problema, segundo Stone contou em sua coluna no San Francisco Standard, é que o sistema entrou em erro e travou no modo pegadinha.
O motorista de segurança que acompanhava a operação pediu desculpas e explicou que estava mexendo nas configurações quando a corrida foi solicitada e acabou perdendo o controle da função.
Questionado sobre quanto tempo os sons continuariam, o motorista respondeu que não fazia ideia.
De acordo com Stone, nem os controles de volume estavam funcionando, e ela ficou sabendo disso porque o motorista de segurança contou, entre risos constrangidos, que havia cinco níveis diferentes de sons de flatulência, que ele sabia disso.
O que ele não sabia era como fazer para desligar o recurso e, em dado momento, ele chegou a sugerir que a passageira tentasse controlar a função pelo aplicativo da Tesla, mas não deu resultado.
Vivendo a experiência
Apesar do incidente, a jornalista afirmou que normalmente considera as viagens nos robotáxis da Tesla agradáveis e limpas, destacando que prefere os interiores bem conservados e a condução cuidadosa dos veículos em comparação com corridas convencionais por aplicativos.
Ela também observou que os robotáxis da empresa ainda não são licenciados na Califórnia como veículos totalmente autônomos, razão pela qual um motorista de segurança permanece ao volante, embora os carros dependam amplamente dos sistemas de direção autônoma da montadora.
Os sons de gases artificiais continuaram até o fim da corrida.
Stone disse não saber se o passageiro seguinte também foi recebido pela mesma trilha sonora ou se o motorista conseguiu desativar a função a tempo.
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