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Tecnologia reconstrói rosto de Homo sapiens mais antigo do mundo; veja

Trabalho de modelagem digital foi feito a partir de fósseis encontrados em Jebel Irhoud, no Marrocos

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Pesquisadores reconstruíram a face de um Homo sapiens de 315 mil anos a partir de fósseis de Jebel Irhoud, Marrocos, usando modelagem digital.
  • O estudo, publicado na revista MDPI, utilizou ferramentas de código aberto como Blender e OrtogOnBlender para criar uma representação tridimensional.
  • Foram produzidas duas versões da reconstrução: uma em tons de cinza e outra colorida, sendo esta última uma interpretação artística.
  • A reconstrução facial visa compreender características físicas antigas, mas possui limitações devido à falta de tecidos moles preservados.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Restos humanos têm cerca de 315 mil anos Reprodução/MDPI

Pesquisadores reconstruíram a face de um dos exemplares mais antigos conhecidos de Homo sapiens, a partir de fósseis encontrados em Jebel Irhoud, no Marrocos. Os restos humanos têm cerca de 315 mil anos, e o trabalho utilizou técnicas de modelagem digital para estimar como seria a aparência do indivíduo.

O estudo foi publicado na revista científica MDPI e empregou ferramentas de código aberto para produzir uma representação tridimensional do rosto.

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Vale destacar que, como os fósseis não preservam os tecidos moles da face, a reconstrução é, por sua vez, uma aproximação, e não um retrato exato de como o indivíduo era.

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Como o rosto foi reconstruído

Para elaborar o modelo, os pesquisadores reuniram informações de diferentes fósseis de Jebel Irhoud. O crânio utilizado como principal referência foi o do espécime Irhoud 1, complementado por elementos de outros exemplares encontrados no sítio arqueológico.

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A equipe usou os programas Blender e OrtogOnBlender para construir o modelo digital e aplicar deformações orientadas por referências anatômicas. A estimativa dos tecidos faciais também levou em conta dados sobre a espessura desses tecidos em pessoas atuais de ascendência africana.

Reconstrução da face é uma aproximação do original Reprodução/MDPI

Os pesquisadores produziram duas versões da reconstrução. Uma delas, em tons de cinza e sem cabelos, prioriza a relação entre a estrutura óssea e os contornos estimados do rosto. A outra apresenta uma representação artística colorida, com hipóteses para características como pigmentação da pele, cabelo e pelos faciais.

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Esses elementos visuais, porém, não podem ser determinados diretamente pelos fósseis. Por isso, a versão colorida deve ser entendida como uma interpretação artística, e não como uma descrição comprovada da aparência do indivíduo.

Fósseis de Jebel Irhoud ajudam a estudar a origem da espécie

Os fósseis de Jebel Irhoud foram encontrados no Marrocos e passaram por revisões de classificação e datação. Estudos publicados na revista Nature em 2017 apresentaram evidências para classificá-los como Homo sapiens e estimaram sua idade em aproximadamente 315 mil anos.

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A reconstrução facial busca tornar mais compreensíveis as características físicas desses antigos representantes da espécie. Os próprios pesquisadores, no entanto, ressaltam as limitações do método: além da ausência de tecidos moles preservados, o modelo combina elementos de diferentes fósseis e não corresponde integralmente a um único crânio.

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