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Testemunhas relatam pânico com ataque a tiros em Sidney: ‘Achei que fossem fogos de artifícios’

Local sediava um evento judaico de Hanukkah, com a presença de crianças e bebês

Internacional|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Um ataque a tiros na praia de Bondi, em Sydney, deixou ao menos 12 mortos e 29 feridos durante um evento judaico.
  • Testemunhas relataram pânico, confundindo inicialmente os disparos com fogos de artifício.
  • As pessoas buscaram abrigo em carros, banheiros de restaurantes e apartamentos próximos, enquanto ocorreram cenas de desespero.
  • O primeiro-ministro australiano classificou o incidente como um ato de terrorismo antissemita, afetando profundamente a comunidade judaica.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Tiroteio deixou ao menos 12 mortos AAP/Jeremy Piper/via REUTERS

Testemunhas relataram como foi o ataque a tiros na praia de Bondi, em Sydney, na Austrália, que deixou ao menos 12 mortos (incluindo um dos atiradores) na tarde deste domingo (14). O local sediava um evento judaico de Hanukkah, com a presença de crianças e bebês. Ao menos 29 pessoas ficaram feridas, segundo a imprensa australiana.

Centenas de pessoas participavam do evento quando os disparos começaram. Antes do ataque, o ambiente era descrito pelas testemunhas como celebrativo, que foi interrompido por estampidos inicialmente confundidos por fogos de artifício por alguns dos presentes.

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Com a aproximação dos dois atiradores, houve correria. As pessoas buscaram se esconder atrás de carros estacionados, dentro de banheiros de restaurantes, em garagens e até mesmo em apartamentos de desconhecidos.

Lachlan Moran, de 32 anos, estava esperando por sua família nas proximidades quando ouviu os disparos. “Entrei em pânico e corri. Comecei a correr o mais rápido que pude”, disse. Ele relatou que os disparos seguiram por cerca de cinco minutos. “As pessoas estavam chorando, foi simplesmente horrível”, completou.

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No The Sydney Morning Herald, o jornalista Elias Visontay relatou que estava no local com amigos: “inicialmente, achei que fossem fogos de artifício”. Ele descreveu a correria das centenas de pessoas, que buscaram lugares para se esconder.

“Estávamos todos lá, pingando água salgada, descalços e cheios de areia, amontoados atrás de portas de garagem e prédios de apartamentos em estilo art déco. Foi surreal”, descreveu. Minutos depois, voltou ao seu carro, onde seu celular não parava de ligar: eram ligações de familiares e amigos preocupados, assim como de pessoas que diziam conhecer feridos.

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No caminho para casa, deparou-se com o que chamou de “um fluxo constante de ambulâncias na direção oposta”. “É um dia incrivelmente sombrio para Sydney e para a Austrália, sem dúvida. Mas para a comunidade judaica, parece que tudo mudou”, concluiu.

Outras testemunhas relataram cenas de pânico. Pessoas correram da praia em desespero, pulando carros e muros. Finn Foster, de 18 anos, um turista canadense, disse ao The New York Times ter confundido inicialmente os tiros com fogos de artifício. Segundo ele, os disparos vieram em sequência.

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Ebonny Munro, de 32 anos, contou ao jornal norte-americano que estava no local com o filho de 17 meses quando ouviu os disparos. Ela afirmou que se jogou sob uma churrasqueira ao lado de outro homem para se proteger.

A imprensa local descreve um cenário de desolação: pessoas choravam, feridos transportados em pranchas de surfe, crianças que se perderam dos pais em meio à fuga. Helicópteros tiveram que pousar em um campo esportivo próximo para transportar feridos para o hospital.

O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, chamou de um ato de terrorismo antissemita que atingiu o coração da nação. O massacre atingiu uma das praias mais populares e icônicas da Austrália. Um dos atiradores foi morto pela polícia, enquanto o outro está em estado crítico.

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