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Torturadores do pai de Bachelet são condenados à prisão no Chile

Internacional|Do R7

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SANTIAGO (Reuters) - Um juiz chileno condenou dois coronéis aposentados à prisão nesta sexta-feira pela tortura do pai da presidente Michelle Bachelet, que indiretamente levou à morte dele, durante os primeiros dias da ditadura do general Augusto Pinochet, entre 1973 e 1990.

O juiz Mario Carroza sentenciou Edgar Cevallos Jones a uma pena de dois anos e Ramón Cáceres Jorquera a três anos por cometerem o “crime de tortura resultando na morte” do general da Força Aérea Alberto Bachelet Martínez.

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Alberto Bachelet, que era leal ao presidente deposto Salvador Allende, foi preso na esteira do golpe de setembro de 1973 e acusado de traição.

Depois de ficar detido em uma prisão comum, Alberto Bachelet, que como outros servidores públicos se opunha à ditadura, passou a ser levado periodicamente à Academia de Guerra Aérea para ser torturado.

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Ele morreu de ataque cardíaco em 12 de março de 1974, aos 50 anos, depois de uma longa sessão de interrogatórios, durante a qual foi torturado novamente.

Estima-se que três mil pessoas foram sequestradas e mortas ou desapareceram, e 28 mil foram torturadas, durante a ditadura de 17 anos. Pinochet morreu em 2006, aos 91 anos, sem chegar a ir a julgamento pelos crimes cometidos durante seu regime.

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Michelle Bachelet, que está em seu segundo mandato, também foi torturada durante o período antes de fugir para a então Alemanha Oriental com sua mãe, Ángela Jeria.

(Por Antonio de la Jara e Erik Lopez)

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