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Trabalhadores tunisianos retidos por milicianos em Trípoli são libertados

Internacional|Do R7

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Túnis, 18 mai (EFE).- A milícia islamita "Amanhecer Líbia", afim ao governo rebelde em Trípoli, libertou nesta segunda-feira um grupo de trabalhadores tunisianos que estavam retidos perto da capital desde que as autoridades do país vizinho prenderam Eslah al Badi, um de seus dirigentes, informaram fontes locais. A retenção dos trabalhadores tunisianos foi confirmada ontem à noite pelo cônsul da Tunísia na capital líbia, Brahim Razgui, que assegurou que eram 172 pessoas estabelecidas na zona de Salah ad-Din, próxima a Trípoli. A libertação foi anunciada por responsáveis líbios, mas ainda não foi confirmada oficialmente pelas autoridades da Tunísia. As detenções começaram na quinta-feira, pouco depois que as autoridades tunisianas detiveram e interrogaram durante mais de 11 horas no aeroporto da capital Eslah Badi quando este tentava viajar para um país europeu. Após o interrogatório, Badi foi posto à disposição judicial, mas seu caso avançou por causa da greve de juízes, que durante a semana passada paralisou a Justiça tunisiana. "Hoje, segunda-feira, ou amanhã, terça-feira, no máximo" o chefe miliciano líbio deverá ser apresentado perante o juiz de instrução, explicou o cônsul tunisiano. Parentes dos detidos em Trípoli expressaram preocupação à Agência Efe e sua surpresa por uma "inexplicável desaparecimento dos trabalhadores, que são muito jovens e foram ali só para trabalhar". A Tunísia, que compartilha fronteira oriental com a Líbia, é um dos países da região mais afetados pela guerra civil e o caos que este país padece desde que em 2011 a comunidade internacional contribuiu para derrubar o regime ditatorial de Muammar Kadafi. Há meses, dois jornalistas tunisianos estão desaparecidos no país vizinho, aparentemente em mãos de grupos jihadistas como a braço líbio do autoproclamado Estado Islâmico. Milhares de cidadãos líbios vivem atualmente na Tunísia, a maioria deles exilados de forma voluntária para fugir da guerra e da insegurança, e centenas deles cruzam diariamente a fronteira nas duas direções para visitar famílias, fazer tramitação de papéis ou manter seus negócios. EFE ma-jm/ff

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