Trágica colisão aérea no Potomac relembra desastre de 1982 em Washington D.C.
Um avião comercial e um helicóptero militar colidiram sobre o rio Potomac, resultando em pelo menos 19 mortes
Internacional|Do R7

Na noite de quarta-feira (29), Washington D.C. foi palco de um grave acidente aéreo, quando um avião comercial da American Airlines e um helicóptero militar do Exército dos EUA colidiram sobre o rio Potomac, próximo ao Aeroporto Ronald Reagan.
A colisão resultou na queda das aeronaves nas águas congeladas do rio, acionando imediatamente as equipes de resgate. Até o momento, 19 corpos foram recuperados, mas a presença de sobreviventes ainda não foi confirmada. O avião, um Bombardier CRJ700, transportava 60 passageiros e quatro tripulantes, enquanto o helicóptero, um Sikorsky UH-60 Black Hawk, realizava um voo de treinamento com três militares a bordo.
Esse acidente traz à tona a memória de uma das maiores tragédias aéreas da cidade, ocorrida em 1982, quando o voo 90 da Air Florida caiu no Potomac logo após a decolagem. Naquela ocasião, a aeronave colidiu com a 14th Street Bridge e caiu no rio congelado, resultando na morte de 78 pessoas, incluindo passageiros e motoristas que estavam na ponte. Apenas cinco passageiros sobreviveram. A investigação apontou que falhas na operação, como a falta de remoção do gelo das asas e a decisão da tripulação de decolar em condições adversas, foram determinantes para o desastre.
O acidente de quarta-feira reavivou as lembranças da tragédia de 1982, quando a cidade já enfrentava o impacto de uma grande perda. Autoridades locais e federais ainda estão investigando as causas da colisão recente, analisando imagens e dados das aeronaves envolvidas. Enquanto isso, o trabalho de resgate no Potomac continua, sendo dificultado pelas baixas temperaturas e pelo gelo no rio. O Aeroporto Ronald Reagan, que fica a poucos quilômetros da Casa Branca, teve suas operações suspensas temporariamente.
Este novo desastre aéreo reitera a importância das medidas de segurança nas operações aéreas, especialmente em condições climáticas extremas, e reforça a necessidade de continuar aprimorando protocolos para evitar tragédias semelhantes no futuro.












