Tribunal egípcio proíbe todas as atividades da Irmandade Muçulmana
Decisão deve levar mais membros do grupo para clandestinidade
Internacional|Do R7

Um tribunal egípcio baniu nesta segunda-feira (23) a Irmandade Muçulmana de conduzir quaisquer atividades no país e ordenou o confisco dos recursos do grupo, aprofundando uma campanha para enfraquecer o movimento islâmico do presidente deposto Mohamed Mursi.
"A corte bane as atividades da organização Irmandade Muçulmana e de sua organização não governamental, e todas as atividades que possa tomar parte e qualquer organização derivada dessas atividades", proferiu o juiz Mohamed al Sayed.
A corte ordenou o governo a confiscar os fundos da Irmandade e administrar seus ativos congelados.
O governo apoiado pelo Exército promove a maior perseguição em décadas contra a grupo islâmico, que diz ter um milhão de membros. Forças de segurança mataram centenas de seus apoiadores e perseguiram outros milhares desde a deposição de Mursi pelo Exército em julho, após grandes manifestações contra seu governo.
Presidente deposto traçou caminho sem volta, avalia ativista político egípcio
A Irmandade venceu eleições parlamentares e presidenciais após a derrubada do antigo autocrata Hosni Mubarak, em 2011.
A derrubada de Mursi pelo chefe do Exército, Abdel al Sisi, provocou uma crise política no país mais populoso do mundo árabe. A Irmandade insiste que houve um golpe militar para derrubá-la do poder.
A decisão do tribunal provavelmente vai levar mais membros da Irmandade para a clandestinidade e pode encorajar jovens islâmicos a pegarem em armas contra o Estado.
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