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Tribunal espanhol aumenta pena de brasileiro que matou parentes

Suprema Corte da Espanha amplia penas de prisão permanente de Patrick Nogueira, condenado por matar e esquartejar dois tios e dois primos em 2016

Internacional|Da EFE

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Patrick Nogueira foi condenado por assassinar dois tios e dois primos em 2016
Patrick Nogueira foi condenado por assassinar dois tios e dois primos em 2016

O Supremo Tribunal da Espanha aumentou nesta terça-feira (5) de uma para três as penas de prisão permanente sujeitas a revisão, além de outra de 25 anos de detenção, para o brasileiro François Patrick Nogueira pelo assassinato de seus tios e dois primos, de 1 e 4 anos, na cidade de Pioz, em 2016.

A prisão permanente revisável é a pena máxima de prisão prevista no Código Penal espanhol e envolve o cumprimento de pelo menos 25 anos de cadeia antes da revisão da sentença.


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Patrick está detido desde 2016, quando se entregou às autoridades e confessou ter matado e esquartejado dois tios, ambos brasileiros, e os filhos do casal, cujos corpos foram armazenados por ele em sacos plásticos. O crime aconteceu em Pioz, na província espanhola de Guadalajara.


Prisão perpétua

Dois anos depois, em 2018, um tribunal de Guadalajara condenou o acusado a três penas de prisão permanentes e passíveis de revisão. No entanto, ele recorreu da decisão, e a sentença foi alterada para apenas uma pena de prisão permanente e passível de revisão e três por 25 anos.

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Agora é a Suprema Corte, que decide por unanimidade que os assassinatos das crianças devem ser punidos com a pena máxima, já que houve o que a justiça chama de "hipergravidade" devido à vulnerabilidade das vítimas, como consta na sentença tornada pública hoje.


Por outro lado, rejeitou o recurso do acusado que queria responder por apenas uma das penas individuais impostas para os três crimes de homicídio. Além disso, qualificaram o crime como homicídio in absentia, levando em conta a impossibilidade das crianças de se defenderem.

O crime foi cometido em 17 de agosto de 2016, quando Patrick foi para o chalé de Pioz, onde morava a família. Os corpos foram descobertos um mês depois, quando um trabalhador da manutenção alertou os seguranças do conjunto habitacional para o mau cheiro que vinha da casa.

Dois dias depois, o acusado deixou a Espanha rumo ao Rio de Janeiro, mas voltou à Espanha no dia 19 de outubro e foi preso ao desembarcar do avião

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