Internacional Tribunal espanhol aumenta pena de brasileiro que matou parentes

Tribunal espanhol aumenta pena de brasileiro que matou parentes

Suprema Corte da Espanha amplia penas de prisão permanente de Patrick Nogueira, condenado por matar e esquartejar dois tios e dois primos em 2016

  • Internacional | Da EFE

Patrick Nogueira foi condenado por assassinar dois tios e dois primos em 2016

Patrick Nogueira foi condenado por assassinar dois tios e dois primos em 2016

Pepe Zamora / EFE - 24.10.2018

O Supremo Tribunal da Espanha aumentou nesta terça-feira (5) de uma para três as penas de prisão permanente sujeitas a revisão, além de outra de 25 anos de detenção, para o brasileiro François Patrick Nogueira pelo assassinato de seus tios e dois primos, de 1 e 4 anos, na cidade de Pioz, em 2016.

A prisão permanente revisável é a pena máxima de prisão prevista no Código Penal espanhol e envolve o cumprimento de pelo menos 25 anos de cadeia antes da revisão da sentença.

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Patrick está detido desde 2016, quando se entregou às autoridades e confessou ter matado e esquartejado dois tios, ambos brasileiros, e os filhos do casal, cujos corpos foram armazenados por ele em sacos plásticos. O crime aconteceu em Pioz, na província espanhola de Guadalajara.

Prisão perpétua

Dois anos depois, em 2018, um tribunal de Guadalajara condenou o acusado a três penas de prisão permanentes e passíveis de revisão. No entanto, ele recorreu da decisão, e a sentença foi alterada para apenas uma pena de prisão permanente e passível de revisão e três por 25 anos.

Agora é a Suprema Corte, que decide por unanimidade que os assassinatos das crianças devem ser punidos com a pena máxima, já que houve o que a justiça chama de "hipergravidade" devido à vulnerabilidade das vítimas, como consta na sentença tornada pública hoje.

Por outro lado, rejeitou o recurso do acusado que queria responder por apenas uma das penas individuais impostas para os três crimes de homicídio. Além disso, qualificaram o crime como homicídio in absentia, levando em conta a impossibilidade das crianças de se defenderem.

O crime foi cometido em 17 de agosto de 2016, quando Patrick foi para o chalé de Pioz, onde morava a família. Os corpos foram descobertos um mês depois, quando um trabalhador da manutenção alertou os seguranças do conjunto habitacional para o mau cheiro que vinha da casa.

Dois dias depois, o acusado deixou a Espanha rumo ao Rio de Janeiro, mas voltou à Espanha no dia 19 de outubro e foi preso ao desembarcar do avião

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