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Tribunal proíbe atividades do Hamas no Egito

Internacional|Do R7

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Por Yasmine Saleh

CAIRO, 4 Mar (Reuters) - Um tribunal egípcio proibiu todas as atividades do Hamas no Egito nesta terça-feira, em mais um sinal de que o governo do Cairo, apoiado pelos militares, planeja pressionar o grupo islâmico palestino que controla a vizinha Faixa de Gaza, encarando-o como uma ameça de segurança.


O Hamas é oriundo da Irmandade Muçulmana do Egito, que foi declarada um grupo terrorista pelas autoridades e sujeito a uma repressão sistemática desde que o Exército depôs um de seus líderes, Mohamed Mursi, da presidência em julho passado.

"O tribunal ordenou a proibição do trabalho e das atividades do Hamas no Egito", disse o juiz, que pediu anonimato, à Reuters.


Quando no poder, Mursi estendeu o tapete vermelho ao Hamas, revoltando muitos egípcios seculares e liberais que viram o gesto como parte de um controle islâmico crescente na esteira dos protestos pró-democracia de 2011.

As autoridades apoiadas pelos militares agora classificam o Hamas como um risco de segurança significativo, acusando o grupo de apoiar uma insurgência islâmica que se espalhou rapidamente desde a queda de Mursi. Alegações que o grupo nega.


Em janeiro, autoridades de segurança disseram à Reuters que, depois de esmagar a Irmandade Muçulmana em casa, os líderes militares planejam ações para minar o Hamas.

O tribunal ainda ordenou o fechamento de escritórios do Hamas no Egito, disse à Reuters um dos juízes que supervisionou o caso. O juiz não chegou a chamar o Hamas de grupo terrorista, dizendo que a corte não tem jurisdição para fazê-lo.


O Hamas criticou a decisão.

"A decisão prejudica a imagem do Egito e seu papel na causa palestina, e reflete uma forma de se colocar contra a resistência palestina (a Israel)," declarou Sami Abu Zuhri, um porta-voz da organização militante sediada em Gaza.

Durante 2012, o ano de Mursi no governo, o Hamas realizou eleições internacionais sigilosas. Musa Abu Marzouk, grande autoridade do grupo, vive no Cairo e agora pode correr risco de ser preso na esteira da decisão do tribunal.

O processo contra o Hamas foi solicitado por um grupo de advogados egípcios depois da deposição de Mursi, no ano passado, solicitando que o grupo seja declarado ilegal no Egito e designado como organização terrorista.

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