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Trump alerta China sobre violência contra manifestantes em Hong Kong

Presidente dos EUA diz que acordo comercial com chineses pode não ser assinado caso o governo reprima com violência as manifestações 

Internacional|Da EFE

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Trump alertou China para que não use violência em Hong Kong
Trump alertou China para que não use violência em Hong Kong

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um alerta neste domingo (18) dirigido à China, de que uma possível repressão violenta em Hong Kong, onde acontecem protestos antigoverno, pode dificultar a assinatura de um acordo comercial entre os dois países.

"Se acontece outra praça Tiananmen, acho que é muito difícil assinar se houver violência", afirmou o mandatário americano, em entrevista coletiva.


Leia também: Protestos em Hong Kong: por que manifestações se intensificaram e como a China pode reagir

Trump se referiu as manifestações populares de 4 de junho de 1989, que ficaram conhecidos no Brasil como "Massacre na Praça da Paz Celestial", em que as forças de segurança chinesa reprimiram com violência protestos estudantis, sob as ordens do então primeiro-ministro Li Peng.


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Para o americano, o presidente da China, Xi Jinping, deveria avaliar a possibilidade de se reunir com os líderes manifestantes, em busca de uma solução que seja boa para todas as partes.

Sobre o acordo, Trump afirmou acreditar que os dois países farão um acordo positivo, e garantiu que o governo chinês precisa mais da assinatura de um tratado comercial, do que os Estados Unidos.


Essa não é a primeira vez que o presidente americano mostra preocupação com a situação em Hong Kong. Nos últimos dias, afirmou que tinha "profunda preocupação" com a presença de grupos paramilitares chineses na fronteira do antigo território britânico.

As manifestações em Hong Kong começaram no início de junho, contra um polêmico projeto de lei de extradição que poderia permitir que o governo de Pequim tivesse acesso a "fugitivos" refugiados na cidade.

Os enfrentamentos entre polícia e manifestantes cresceram em violência e, enquanto o setor pró-democrático pede uma investigação independente sobre a brutalidade policial na repressão dos protestos, Pequim vê "indícios de terrorismo" na atitude de alguns manifestantes.

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