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Trump diz que delegação dos EUA se reuniu com o Irã e encontro foi 'muito produtivo'

Segundo o presidente americano, a reunião entre Washington e Teerã durou três horas

Agência Estado

Internacional|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Donald Trump afirmou que a delegação dos EUA se reuniu com representantes do Irã à margem da Assembleia-Geral da ONU.
  • A reunião foi considerada "muito produtiva" e durou cerca de três horas, com a possibilidade de um novo encontro em breve.
  • Ministros do G7 e a UE exigiram que os houthis cessem ações militares e que o Irã pare de fornecer armas ao grupo iemenita.
  • O G7 e a UE condenaram ataques dos houthis e destacaram a importância de garantir a segurança marítima e os direitos de navegação.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Donald Trump
Donald Trump disse que Estados Unidos e Irã tiveram reunião em Nova York Kylie Cooper/Reuters - 22.09.2026

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (22) que uma delegação norte-americana se reuniu com representantes do Irã à margem da Assembleia-Geral da ONU, em Nova York, e que um novo encontro deve ser marcado em breve.

Em entrevista coletiva antes de uma reunião bilateral com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, Trump disse que a conversa “foi muito produtiva” e ocorreu no fim da manhã desta terça-feira, com duração de cerca de três horas. Países árabes que atuam como mediadores tentavam viabilizar uma reunião de alto nível entre Washington e Teerã, segundo a Axios, em uma tentativa de destravar negociações paralisadas há meses.

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O secretário de Estado, Marco Rubio, chegou a afirmar que Trump estaria aberto a se encontrar com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, o que não foi confirmado.

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União Europeia pede fim dos ataques dos houthis

Os ministros das Relações Exteriores do G7 e a Alta Representante da União Europeia para a Política Externa, Kaja Kallas, exigiram nesta terça-feira que os houthis cessem “imediatamente” todas as suas ações militares e ataques contra o transporte marítimo civil, ao mesmo tempo em que exigiram que o Irã ponha fim ao fornecimento de armas e ao apoio ao grupo iemenita.

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“Apelamos aos houthis para que cessem imediatamente todas as ações militares, ameaças e ataques contra o transporte marítimo civil, e que retomem de boa-fé o processo político”, afirmaram em uma declaração conjunta os ministros das Relações Exteriores da Alemanha, do Canadá, dos Estados Unidos, da França, da Itália, do Japão e do Reino Unido, juntamente com a chefe da diplomacia da UE.

Nesse sentido, também exigiram que Teerã “ponha fim ao fornecimento de armas e ao apoio aos houthis”, o que consideram contrário a várias resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, e alertaram que essas ações representam uma “escalada perigosa” que ameaça agravar o conflito e prejudicar o comércio internacional.

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O G7 e a UE também condenaram “nos termos mais veementes possíveis” os ataques dos houthis no Iêmen e contra a Arábia Saudita, em particular aqueles dirigidos contra a população civil e as infraestruturas, e expressaram sua “total solidariedade” ao governo iemenita e às autoridades sauditas.

Na opinião deles, a situação no Iêmen representa uma “ameaça inaceitável” à estabilidade e à segurança regionais, mas também à segurança energética mundial e aos direitos e liberdades de navegação no mar Vermelho e no estreito de Bab el Mandeb.

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Garantir a liberdade de navegação

Nesse contexto, reafirmaram a “necessidade absoluta” de garantir de forma permanente a segurança marítima e os direitos e liberdades de navegação para evitar uma interrupção prolongada das cadeias globais de abastecimento.

Em particular, alertaram para o impacto que uma perturbação no tráfego marítimo poderia ter sobre os fluxos de energia, fertilizantes e produtos alimentícios, com consequências para a economia mundial e, especialmente, para as populações vulneráveis da região e de outros locais.

Por fim, os ministros do G7 e da UE reiteraram seu apoio à unidade, soberania, independência e integridade territorial do Iêmen e apoiaram os esforços do enviado especial das Nações Unidas para o país, Hans Grundberg, para alcançar uma solução política “negociada e inclusiva”, liderada pelos próprios iemenitas.

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