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EUA não acreditam que caso em laboratório na Rússia envolva arma biológica, diz Trump

Presidente americano afirmou que, segundo autoridades russas, a situação está ‘completamente sob controle’

Internacional|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Donald Trump declarou que os EUA não acreditam que a morte de uma técnica de laboratório na Rússia esteja ligada a uma arma biológica.
  • A Rússia criticou a imprensa por divulgar informações falsas sobre um segundo caso suspeito de peste na Sibéria.
  • A técnica Darya Shipilova morreu de pneumonia de etiologia desconhecida, mas não há risco epidêmico segundo autoridades russas.
  • A OMS e a Comissão Europeia pediram transparência à Rússia, enquanto a Mongólia tomou medidas de vigilância sanitária na fronteira.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

President Trump makes an announcement Kevin Lamarque/Reuters - 28.09.2026

Os Estados Unidos não acreditam que a morte de uma técnica de laboratório que pesquisava a peste em um instituto na Rússia esteja relacionada a uma arma biológica, declarou o presidente americano Donald Trump nesta quarta-feira (7).

“Vamos saber muito em breve, mas não achamos que seja o caso”, disse Trump a jornalistas no Salão Oval, ao ser questionado sobre essa hipótese. “Dizem que a situação está completamente sob controle”, acrescentou, referindo-se às autoridades russas.

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Mais cedo, a Rússia criticou a imprensa por mencionar um segundo caso suspeito de peste na Sibéria, afirmando que a maioria das notícias sobre a situação era “falsa”.

“A imprensa noticia muito, e a imensa maioria do que os meios de comunicação estão divulgando a respeito dessa situação é informação falsa”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, a jornalistas.

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No início desta semana, a imprensa russa informou que uma funcionária de um laboratório teria morrido de peste pneumônica na Sibéria, na última sexta-feira (2).

Darya Shipilova, de 28 anos, trabalhava no Instituto de Combate à Peste de Irkutsk, na Sibéria. Ela foi internada na terça-feira da semana passada, 29, no Hospital Distrital de Shelekhov, e morreu três dias depois, após uma suspeita de infecção por peste pneumônica. A agência de notícias estatal russa TASS afirmou que ela foi diagnosticada com pneumonia de etiologia desconhecida.

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O jornal russo People of Baikal, citando fontes anônimas próximas aos serviços de segurança regionais, afirmou que Darya poderia ter contraído a peste pneumônica por meio de um tubo de ensaio quebrado. Segundo o jornal, quase 200 pessoas que tiveram contato com ela estão em quarentena.

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O Serviço Federal de Supervisão da Proteção dos Direitos do Consumidor e Bem-Estar Humano da Rússia, conhecido como Rospotrebnadzor, afirmou nesta quarta que não há “nenhum risco epidêmico” na Sibéria.

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“Foi concluído o acompanhamento médico de mais de 90% das pessoas que tiveram contato com a paciente. Não foi detectado nenhum problema de saúde relacionado a uma doença infecciosa”, afirmou o Rospotrebnadzor em nota.

“Não existe nenhum risco epidêmico para a população de Irkutsk e da região de Irkutsk”, acrescentou.

Segundo o órgão, a técnica de laboratório “havia sido vacinada e tinha imunidade contra as infecções perigosas com as quais trabalhava”. O Rospotrebnadzor afirmou ainda que duas comissões de especialistas em segurança biológica concluíram que “não foi constatada nenhuma situação de emergência relacionada ao manuseio de microrganismos patogênicos”.

Embora o caso tenha gerado preocupação internacional, a emissora estatal russa e outros veículos de comunicação nacionais controlados pelo Estado evitaram abordar o assunto. Alguns jornais patrocinados pelo governo retiraram reportagens anteriores sobre o caso, que tem sido destaque na mídia independente.

Na terça-feira (6), o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, pediu transparência por parte da Rússia.

“Compartilhar informações de forma oportuna, completa e transparente, conforme o Regulamento Sanitário Internacional, é essencial para esclarecer relatos conflitantes e permitir uma avaliação precisa dos possíveis riscos à saúde pública”, escreveu Adhanom em uma publicação no X.

O diretor também afirmou que a OMS tomou conhecimento de relatos da imprensa sobre um segundo funcionário do instituto “com pneumonia de causa indeterminada”, sem dar muitos detalhes sobre o caso.

Horas antes, o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, já havia afirmado que a organização acompanha o caso. “A avaliação inicial de riscos realizada pela OMS, com base nas informações disponíveis, indica que o risco é de moderado a baixo para Irkutsk, baixo para a Federação Russa como um todo e muito baixo para a região europeia”, disse Lindmeier em Genebra.

Trump diz que ligará para Putin e UE pede informações

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, também afirmou que a Rússia precisa ser “transparente” em relação ao caso. “Acho que cabe à Rússia, obviamente, compartilhar mais informações com o mundo”, disse Rubio em Reykjavik.

Um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA afirmou que a pasta solicitou “oficialmente mais informações ao governo russo” e mantém “contato oficial” com outros países para “trocar informações”. Uma fonte próxima ao caso, ouvida pela Agence France-Presse sob condição de anonimato, disse que a solicitação americana foi enviada pelos canais diplomáticos oficiais.

Questionado, nesta quarta-feira, sobre o pedido de transparência dos EUA, Peskov afirmou não ter “informações”.

O presidente americano, Donald Trump, afirmou que pretende conversar por telefone “muito em breve” com o presidente russo, Vladimir Putin, para tratar da situação. Peskov também foi questionado sobre o assunto e afirmou que a conversa “não foi objeto de discussões concretas até o momento”.

Já nesta quarta-feira, a porta-voz da Comissão Europeia, Eva Hrncirova, exigiu que a Rússia forneça informações “rápidas e transparentes”.

Rússia nega restrições sanitárias

A peste pneumônica é uma infecção pulmonar altamente contagiosa que pode ser fatal, segundo a OMS. A doença é transmitida por meio de gotículas, ao contrário da peste bubônica, que afeta os gânglios linfáticos e é transmitida por pulgas infectadas.

As autoridades russas afirmam que a doença não foi detectada durante a autópsia.

O Rospotrebnadzor negou ter imposto restrições sanitárias em Irkutsk após a morte da pesquisadora.

Segundo o órgão, um documento que circula na internet com supostas medidas sanitárias e epidemiológicas adotadas na região é falso. “O documento e as informações em questão não provêm de fontes oficiais e são falsos”, afirmou o Rospotrebnadzor em uma postagem no Telegram.

Ainda na terça-feira, a Embaixada dos EUA em Moscou emitiu um alerta de saúde reforçando a orientação para que cidadãos americanos que estejam na Rússia deixem o país “imediatamente”.

Mongólia ordena ‘vigilância’ na fronteira

Nesta quarta-feira, a Mongólia anunciou ter ordenado medidas de “vigilância sanitária” em sua fronteira com a Rússia diante da suspeita de peste.

“Embora o nível de risco atual seja baixo, o Ministério da Saúde instruiu os órgãos competentes a adotar medidas de precaução e a manter vigilância e acompanhamento contínuos, a fim de prevenir possíveis riscos”, afirmou o governo mongol.

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