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Trump promete que aliados dos EUA pagarão mais por defesa caso seja eleito

Internacional|Do R7

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Por Steve Holland e Emily Stephenson

WASHINGTON (Reuters) - Ao revelar os planos de uma política externa na qual colocaria os Estados Unidos sempre em primeiro lugar, o pré-candidato presidencial republicano Donald Trump prometeu nesta quarta-feira que, se eleito presidente, faria os aliados dos EUA na Europa e na Ásia assumirem uma parcela maior do encargo financeiro por sua defesa, ou os deixaria por sua própria conta para se protegerem.

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Em um discurso de peso, Trump fez uma crítica ácida da política externa do atual mandatário norte-americano, Barack Obama, dizendo que o democrata deixou a China se aproveitar de seu país e não foi capaz de derrotar os militantes do Estado Islâmico.

O magnata se comprometeu a "sacudir a ferrugem da política externa dos Estados Unidos" e disse que irá procurar relações melhores com a China e a Rússia.

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O bilionário de Nova York se pronunciou um dia depois das vitórias nas primárias partidárias em cinco Estados do nordeste dos EUA que o deixaram mais perto de conquistar a indicação de seu partido para a eleição geral de 8 de novembro.

Trump, que também criticou as políticas do último presidente republicano, George W. Bush, afirmou que usaria a força da América comedidamente, fortalecendo os militares norte-americanos para acompanhar o ritmo dos programas militares chinês e russo e só empregando as Forças Armadas quando absolutamente necessário.

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"Não hesitarei em mobilizar a força militar quando não houver alternativa. Mas se a América lutar, deve lutar para vencer. Eu jamais enviarei o que temos de melhor para o campo de batalha a menos que seja necessário – e só o farei se tivermos um plano para a vitória", argumentou.

Trump, um empresário do setor imobiliário, também disse que usaria o poder econômico de sua nação para persuadir a China a conter o programa nuclear da Coreia do Norte.

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O ex-apresentador de reality show afirmou que convocaria cúpulas separadas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e dos aliados asiáticos dos EUA para debater um "reequilíbrio" do comprometimento financeiro de Washington com sua defesa.

Trump jamais ocupou um cargo eletivo e angariou apoio – especialmente entre os eleitores brancos de classe média – com um estilo desbocado e promessas populistas resumidas no slogan "para tornar a América grande novamente".

Essa mensagem foi ecoada por seu discurso de política externa, embora ele tenha posto de lado a retórica de campanha rancorosa na palestra desta quarta-feira, realizada em um hotel no centro de Washington.

(Reportagem adicional de David Brunnstrom, Matt Spetalnick, Warren Strobel e Richard Cowan, Susan Heavey, Doina Chiacu)

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