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Tudo deveria estar na mesa sobre Síria, inclusive futuro de Assad, diz China

Internacional|Do R7

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MONTREUX, Suíça, 22 Jan (Reuters) - O ministro chinês das Relações Exteriores, Wang Yi, disse nesta quarta-feira que as conversações para o fim da guerra na Síria deveriam abranger todas as questões de interesse dos dois lados, incluindo o futuro do presidente sírio, Bashar al-Assad.

Indagado sobre o futuro de Assad, Wang disse a repórteres: "Todos os assuntos que preocupam os dois lados deveriam ser colocados na mesa, incluindo aquele que você acabou de mencionar".

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Ele disse que as conversações deveriam começar com a abordagem de temas mais fáceis e, então, passar para os mais difíceis.

"Acredito que enquanto a negociação continuar sem entraves, e à medida que o diálogo se aprofundar e a confiança entre as duas partes aumentar, todas as questões deverão e poderão ser resolvidas."

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O governo e a oposição da Síria, reunidos pela primeira vez, manifestaram hostilidade mútua nesta quarta-feira e o ministro das Relações Exteriores da Síria, Walid al-Moualem, insistiu que o futuro de Assad não está em questão.

"Ninguém neste mundo tem o direito de retirar legitimidade de um presidente ou governo... a não ser os próprios sírios", disse ele.

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Wang declarou que no início das conversações de paz, que começam para valer na sexta-feira em Genebra, a comunidade internacional deveria impelir as duas partes a estabelecerem um esboço indicando a direção e os princípios das negociações.

"No começo, eles não deveriam se embrenhar em argumentações ou debates sobre questões em que suas posições estão bem distantes", disse ele.

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Para Wang, os dois lados deveriam se empenhar para obter uma "colheita antecipada" para construir a confiança, algo como libertação de prisioneiros, cessar-fogos locais e cooperação humanitária.

O mediador internacional Lakhdar Brahimi disse que as duas partes poderiam estar prontas a adotar tais medidas.

Quanto à possibilidade de o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovar uma resolução sobre acesso humanitário, Wang afirmou que a China está profundamente solidária com a má situação dos 2,4 milhões de refugiados sírios, mas seria um erro politizar a questão humanitária.

(Reportagem de Tom Miles)

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