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Tunisianos protestam nas ruas após morte de oposicionista

Internacional|Do R7

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Por Tarek Amara

TÚNIS, 26 Jul (Reuters) - Milhares de manifestantes se concentraram na sexta-feira em Túnis, um dia depois do assassinato de um político da oposição. Bancos e lojas fecharam as portas, e todos os voos de e para o país foram cancelados.


Mohamed Brahmi, político nacionalista e laico da Frente Popular, foi morto a tiros na quinta-feira, em frente a sua casa. Ele foi o segundo político de oposição a ser morto neste ano, num fato que motivou violentos protestos contra o governo islâmico na capital e no interior da Tunísia. A central sindical UGTT, a maior do país, convocou uma greve.

Na sexta-feira, os manifestantes se reuniam em frente à sede da UGTT, no centro de Túnis, preparando-se para sair em passeata pela principal avenida da cidade, onde havia forte mobilização policial.


"Abaixo o regime da Irmandade Muçulmana", gritavam os manifestantes, em alusão ao governo de orientação islâmica.

O protesto ocorre depois de a oposição laica convocar protestos populares para tentar derrubar o governo do partido islâmico Ennahda. Os políticos islâmicos convocaram uma manifestação pró-governo a ser realizada depois das preces da sexta-feira.


Em fevereiro, a morte de outro dirigente da Frente Popular, Chokri Belaid, desencadeou a maior onda de violência na Tunísia desde a rebelião popular que derrubou o ditador Zine al Abidine Ben Ali, em 2011, fato que inaugurou a chamada Primavera Árabe.

Brahmi, de 58 anos, fazia críticas à coalizão governista liderada pelo Ennahda, e participava da Assembleia Constituinte atualmente instalada na Tunísia.


As autoridades disseram que ele levou 14 tiros.

Bancos e lojas fecharam temendo a violência na sexta-feira, e os voos foram cancelados devido à greve convocada pela UGTT, segundo autoridades do setor.

Divisões entre grupos laicos e islâmicos se agravaram desde a deposição de Bem Ali, que desencadeou uma onda de rebeliões que acabaram por destituir líderes autocráticos no Egito, na Líbia e no Iêmen, além de levar a uma guerra civil na Síria.

(Reportagem adicional de Fatma Matoussi)

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