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Turquia diz que uso de armas químicas pela Síria elevaria nível da crise

Internacional|Do R7

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Por Jonathon Burch

ANCARA, 26 Abr (Reuters) - A Turquia disse nesta sexta-feira que qualquer uso de armas químicas pelo presidente sírio, Bashar al-Assad, "levaria a crise para outro nível", mas permaneceu cauteloso sobre qualquer intervenção militar estrangeira no conflito em sua fronteira.

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A Casa Branca afirmou na quinta-feira que o governo de Assad provavelmente usou armas químicas em pequena escala, mas que o presidente norte-americano, Barack Obama, precisava de uma prova antes de agir.

"Temos ouvido alegações de uso de armas químicas por algum tempo e agora essas novas descobertas levam as coisas para outro nível. Elas são muito alarmantes", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores turco Levent Gumrukcu.

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"Desde que surgiram os primeiros relatos do uso de armas químicas, temos pedido uma investigação minuciosa pela Organização das Nações Unidas para fundamentar esses relatos. No entanto, o regime sírio não permitiu isso."

A Síria, que até agora recusou o acesso dos investigadores da ONU por causa de uma disputa sobre seu mandato, nega ter disparado armas químicas e acusa rebeldes anti-Assad de usá-las.

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"Isso tem sido feito pelas organizações, incluindo a Al Qaeda, que ameaçaram usar armas químicas contra a Síria. Eles cumpriram sua ameaça perto de Aleppo. Houve vítimas", disse o ministro de Informações da Síria, Omran al-Zoubi, em Moscou.

"O Exército sírio não tem armas químicas", relatou a agência de notícias Interfax citando Zoubi.

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Ele comparou a missão da ONU com os inspetores da ONU enviados para o Iraque na década de 1990 para verificar se havia armas de destruição em massa que o ex-líder Saddam Hussein era suspeito de acumular.

Uma década atrás, o então presidente dos EUA, George W. Bush, usou inteligência imprecisa para justificar a invasão do Iraque para destruir armas nucleares, químicas e biológicas, que acabaram por não existir.

Outrora fervorosa defensora de uma intervenção estrangeira na Síria, a Turquia tem ficado cada vez mais frustrada com a oposição fraturada a Assad e com a desunião internacional.

Questionado se a Turquia iria permitir uma ação militar estrangeira na Síria a partir de seu solo, Gumrukcu disse que os dados sobre o uso de armas químicas precisavam ser fundamentados primeiro.

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