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Turquia nega estar ajudando Al Qaeda na Síria e critica a Rússia

Internacional|Do R7

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Por Johan Sennero e Humeyra Pamuk

ESTOCOLMO/ANCARA, 7 Nov (Reuters) - A Turquia não está dando abrigo ou suporte a grupos ligados à rede Al Qaeda na Síria, e vai continuar a excluí-los do amplo apoio que dá à oposição síria, disse nesta quinta-feira o primeiro-ministro turco, Tayyip Erdogan.

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A Turquia vem provendo há tempos apoio robusto a facções armadas da oposição síria, mas a ascensão de grupos ligados à Al Qaeda entre os opositores do regime deixou o país à mercê de acusações de que está entregando ajuda a radicais islâmicos.

"Está fora de questão que grupos como o Al Nusra e a Al Qaeda possam encontrar abrigo em nosso país", disse Erdogan em uma entrevista à imprensa em Estocolmo, onde fez uma visita oficial.

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"Pelo contrário, quaisquer estruturas do tipo estariam sujeitas ao mesmo combate que mantemos contra grupos terroristas separatistas. Nós adotamos as medidas necessárias contra eles e vamos continuar a fazer isso", afirmou.

Nos últimos meses, grupos ligados à Al Qaeda, como o Jabhat al-Nusra e o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, se apoderaram de território sírio em áreas do norte, perto da fronteira, o que preocupa os países ocidentais que apoiam a oposição.

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Ao longo dos dois anos e meio do conflito a Turquia vem mantendo uma política de portas abertas e estabeleceu um corredor de ajuda para áreas rebeldes ao permitir a passagem de ajuda humanitária, criar uma rota de fuga para refugiados e deixar o grupo rebelde Exército Sírio Livre se organizar em seu território.

"É fato conhecido quem nós reconhecemos entre os rebeldes sírios. Nós estamos em contato com o Exército Sírio Livre... e nós estamos também em contato com a Coalizão Nacional Síria (oposição)", declarou Erdogan à imprensa.

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"Nós damos todo o nosso apoio e ajuda por intermédio desses", acrescentou.

Erdogan disse que a Turquia endossa uma conferência de paz sobre a Síria apoiada internacionalmente, mas culpou a Rússia -- um dos aliados-chave do presidente sírio, Bashar al-Assad-- pelo fracasso esta semana de um acordo para fixar uma data de realização das conversações.

Os Estados Unidos e a Rússia não chegaram a um compromisso na terça-feira em um encontro presidido pelo enviado da Liga Árabe e da ONU, Lakhdar Brahimi, sobre uma data para a chamada conferência "Genebra 2".

"O processo foi adiado de novo. Por que? Porque (a Rússia) está dizendo que a oposição tem de aceitar um governo de transição com o envolvimento de Assad", disse Erdogan.

"Venham e sentem à mesa, e deixem de lado todas as precondições", disse.

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