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Turquia seguirá na Síria, mas não quer conflito com EUA e Rússia

Turcos iniciaram ofensiva ofensiva terrestre e aérea contra forças curdas no nordeste da Síria. Russos e norte-americanos pediram que campanha seja restrita

Internacional|Do R7

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A Turquia busca evitar qualquer conflito com Estados Unidos, Rússia ou forças da Síria, mas irá tomar medidas necessárias para sua segurança, disse um ministro turco neste terça-feira, quarto dia da ofensiva terrestre e aérea contra forças curdas no nordeste da Síria.

Os Estados Unidos e a Rússia têm forças militares na Síria e ambos pediram à Turquia que restringisse sua campanha, que visa enfrentar o grupo curdo apoiado pelos EUA "YPG" na fronteira sudeste da Turquia, na região de Afrin.

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A operação abriu mais uma frente de batalha na multilateral guerra civil da Síria e pode ameaçar os planos norte-americanos de estabilizar e reconstruir uma grande área no nordeste sírio, além do controle do presidente Bashar al-Assad, onde os EUA ajudaram forças dominadas pelo "YPG" a expulsar combatentes do Estado Islâmico.

Ancara disse que a ofensiva será rápida, mas o porta-voz do presidente Tayyip Erdogan destacou nesta terça-feira que o fim da campanha ainda está em aberto. Segundo ele, a operação só acabará quando os cerca de 3,5 milhões de refugiados sírios que moram na Turquia possam voltar para casa em segurança.

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Os militares turcos, segundo maior da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), conduziram ataques aéreos e bombardeios de artilharia contra alvos em "Afrin", enquanto seus soldados e rebeldes sírios aliados tentavam avançar em distritos controlados pelos curdos nos flancos oeste, norte e leste.

Com nuvens pesadas dificultando o suporte aéreo nas últimas 24 horas, os avanços têm sido limitados e soldados curdos reconquistaram alguns territórios.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, órgão britânico que monitora a guerra, afirmou que 23 civis foram mortos em bombardeios e ataques aéreos da Turquia, e que milhares estavam fugindo da área de batalha.

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