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Tzipi Livni voltou à política para resolver "assunto" pendente com palestinos

Internacional|Do R7

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Jerusalém, 21 out (EFE).- A negociadora chefe israelense e ministra da Justiça, Tzipi Livni, afirmou que "tem pendente o assunto da paz com os palestinos", que espera concluir com um acordo definitivo, segundo publicou nesta segunda-feira o jornal "The Jerusalem Post". "Retornei à política porque sentia que tinha um assunto pendente do qual deveria me ocupar pelo país e por mim mesma. O processo diplomático que liderei com os palestinos se deteve, mas não acabou", declarou Livni. Israelenses e palestinos retomaram o processo de paz no final de julho sob forte pressão dos Estados Unidos, principal patrocinador do diálogo, e desde então realizaram rodadas regulares em Jerusalém e Jericó sem que tenha vazado o conteúdo das conversas, que se mantêm sob máxima discrição. Livni participou do anterior processo de paz, iniciado em Annápolis (EUA), em 2007, sob o governo de Ehud Olmert, que não foi para frente após o então primeiro-ministro ser acusado de corrupção. Esse processo é considerado a última tentativa séria para se conseguir uma solução ao conflito palestino-israelense. Perguntada sobre as baixas expectativas que os israelenses têm sobre o atual diálogo com os palestinos, Livni comentou: "se não houvesse esperança não estaria desenvolvendo este trabalho. Não quero criar falsas expectativas. Houve uma falta de confiança no processo durante anos". A negociadora israelense afirmou que "quanto mais sérias se tornem (as conversas), o apoio aumentará e haverá maior fé e confiança", e argumentou que "baixas expectativas podem ser uma vantagem". "Vejo que estamos gerando certa quantidade de esperança e as pessoas cruzando os dedos por nós", disse. Livni argumentou ainda que não tem divergências com o atual chefe do Executivo, Benjamin Netanyahu. "Quando me incorporei ao atual governo as pessoas me disseram que não haveria conversas. Elas existem, após uma grande concessão que Netanyahu fez ao libertar presos palestinos. Temos provas todos os dias", defendeu. Diante dos que sustentam que a parte israelense deseja conseguir um acordo interino, Livni ressaltou que o objetivo é "sobretudo o fim de todas as demandas e conflitos. "Meu objetivo é um acordo que ponha um fim no conflito e às reivindicações de ambos os lados", acrescentou. E apesar do perfil sigiloso do processo, Livni revela que "nas negociações ambas as partes procuram conseguir o que pretendem. Por exemplo: os palestinos querem uma fronteira. Nós queremos segurança". A ministra de Justiça israelense explicou que uma das razões que a empurram a seguir tentando é "conservar um Estado judeu-democrático. "Temos de negociar sobre (a base) de dois Estados para dois povos", sentenciou. EFE db/dk

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